A arqueologia é o estudo de restos de construções antigas e de coisas que pessoas fabricaram, usaram e deixaram para trás. Seu objetivo é entender como eram e como viviam as pessoas em épocas remotas. Os cientistas que estudam a arqueologia são chamados arqueólogos.

O trabalho dos arqueólogos

O trabalho de um arqueólogo começa com a identificação de um sítio (lugar) a ser estudado. Alguns sítios arqueológicos, como os lugares onde ficavam as cidades da Antiguidade, são visíveis na superfície do solo. Outros estão soterrados.

Depois de encontrar um sítio, o arqueólogo escava devagar e com cuidado. Esse trabalho é chamado de escavação arqueológica. Para fazer isso, os arqueólogos usam colheres, facas, picaretas, peneiras e outras ferramentas. Eles procuram desenterrar construções, ferramentas, armas, trabalhos de arte e qualquer outra coisa feita por pessoas. Esses objetos são chamados artefatos.

Em seguida, os arqueólogos estudam os objetos encontrados. Eles querem saber quando esses objetos foram produzidos, do que foram feitos e para que fim eram usados. Por isso, utilizam vários métodos para calcular a idade dos artefatos. Um desses métodos é chamado datação com carbono 14, que é uma substância química encontrada em todos os organismos, ou seres vivos. Depois que um organismo morre, a quantidade de carbono 14 nele diminui em um ritmo determinado. O arqueólogo mede essa diminuição para descobrir há quanto tempo o organismo morreu.

Os arqueólogos também tentam entender a cultura da qual saíram os artefatos. Ferramentas como pontas de flechas, facas e pedras de moer podem revelar como as pessoas obtinham e preparavam seus alimentos.

Um arqueólogo às vezes trabalha com especialistas de outros campos de estudo. Botânicos, zoólogos, cientistas do solo e geólogos podem ajudar a identificar plantas, animais, solos e rochas encontrados com os artefatos.

Principais descobertas

Desde o início do século XIX, o desenvolvimento da arqueologia pode ser dividido em etapas marcadas por importantes achados. Um dos mais notáveis (e controversos) foi a remoção de antigas esculturas gregas do Partenon, em Atenas, na Grécia. As valiosas esculturas de mármore foram enviadas para a Inglaterra entre 1803 e 1812 e sofreram muitos danos ao serem transportadas.

Em 1812, já havia sido estabelecido na Dinamarca um museu nacional de arqueologia. Por volta de 1818 o seu curador, Christian J. Thomsen, tinha desenvolvido o sistema cronológico de três partes que divide a Pré-História na Europa nas idades da Pedra, do Bronze e do Ferro. Em 1837, o arqueólogo francês Jacques Boucher de Crèvecoeur de Perthes descobriu ferramentas da Idade da Pedra e outros vestígios na França. Devido às evidências que encontrou, ele foi o primeiro a sugerir que a humanidade viveu na Terra muito antes do que se pensava anteriormente. Outras descobertas importantes da década de 1840 aconteceram em Calá, a capital da Assíria, e Nínive, a cidade mais antiga e populosa do antigo Império Assírio e sua capital por centenas de anos. Nos dois locais foram achados os restos de palácios e um número significativo de obras de arte. Uma descoberta importante foi a de muitas tabuletas cuneiformes dos arquivos do estado da Assíria e da Babilônia, na antiga Mesopotâmia.

Durante o século XX, a arqueologia expandiu-se das áreas do Oriente Médio, do mar Mediterrâneo e da Europa para o resto do mundo. Escavações em Harapa e Mohenjo-Daro, no atual Paquistão, revelaram a existência de umas das primeiras civilizações do mundo (de cerca de 2500 a.C. a 1700 a.C.).

Entre as descobertas mais sensacionais da Idadde da Pedra estão as do arqueólogo Louis S. B. Leakey, que descobriu ferramentas de pedra e restos de esqueletos do homem primitivo de 2 milhões de anos atrás na Garganta de Olduvai, na Tanzânia, no continente africano. Outros trabalhos de grande importância revelaram sítios neolíticos na Palestina, no Iraque, na Turquia e em outras partes do Oriente Médio, estabelecendo as origens da agricultura na região.

O século XX presenciou um grande aumento no conhecimento arqueológico sobre a América pré-histórica. Dois avanços surpreendentes foram a descoberta da origem das culturas domesticadas (incluindo o milho) na América Central e da civilização olmeca no México (1200 a 400 a.C.), a mais antiga das civilizações do Novo Mundo.

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