O arquipélago de São Pedro e São Paulo é um conjunto de dez ilhas rochosas localizado no oceano Atlântico, a cerca de 1.000 quilômetros da cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, e 1.800 quilômetros da costa africana. Pertence, no entanto, ao estado de Pernambuco, mas faz parte da jurisdição da Marinha brasileira.

Ele integra a chamada Amazônia Azul, uma área marítima com mais de 3,5 mil quilômetros na costa oceânica do Brasil.

As ilhas eram chamadas de penedos (ou rochedos) de São Pedro e São Paulo e receberam a denominação de arquipélago apenas depois de 1995, quando o governo brasileiro começou a construir no local uma estação científica, promovendo a sua ocupação.

Considerado um dos menores arquipélagos do mundo (a maior das ilhas tem 100 metros de comprimento e 60 metros de largura), cresce em importância por causa da variedade de animais que vivem principalmente no fundo do mar, próximo às formações rochosas.

Berço ecológico

Por estar distante das costas brasileira e africana, numa área estrategicamente importante entre ambas, o arquipélago abriga aves migratórias (atobás e viuvinhas) e espécies aquáticas raras como o tubarão-baleia. Muitos crustáceos e alguns peixes ameaçados de extinção, como o Stargate sanctipauli, também são vistos ali, convivendo com espécies únicas, só encontradas nas cristalinas águas ao redor das ilhas, a cerca de 4 mil metros de profundidade.

O arquipélago foi transformado em Área de Proteção Ambiental em 1986. A partir de 1998, uma estação científica começou a funcionar na ilha Belmonte, a maior do arquipélago.

Desde então, quatro cientistas e técnicos se revezam a cada quinze dias na ilha a fim de pesquisar a fauna da região e desenvolver estudos nas áreas de meteorologia, geofísica e recursos pesqueiros, entre outras.

Eles são os únicos habitantes do arquipélago. Por essa razão, fazem treinamento para enfrentar as dificuldades de viver num lugar inóspito, sem fonte de água potável, desestabilizado vez por outra por pequenos terremotos e ondas gigantescas.

Não é permitido o turismo nas ilhotas. E, para mergulhar na área, é necessária autorização especial da Marinha.

História

O conjunto de rochas foi descoberto em 1511 pelo português Manuel de Castro Alcoforado, segundo registros. Mas, oficialmente, quem pisou ali pela primeira vez foi o francês Bouvet du Lozier em 1738.

O seu visitante mais ilustre, entretanto, foi o naturalista Charles Darwin. Em suas anotações de viagem, ele conta como ficou impressionado com a atitude dócil das aves marinhas que encontrou no arquipélago em sua famosa aventura iniciada em 1831, a bordo do navio Beagle.

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