Um atentado é o assassinato ou uma tentativa de assassinato de uma pessoa pública ou de um grupo de pessoas, sobretudo por razões políticas, religiosas ou ideológicas. Muitos líderes mundiais já foram mortos dessa maneira. No século XX, cidadãos comuns e militares também já foram alvos de atentados.

O assassinato de figuras públicas é um crime que existe desde a Antiguidade. O imperador romano Júlio César foi morto por inimigos políticos em 15 de março do ano 44 a.C. Mas a palavra “assassino” só começou a ser empregada na Idade Média. Ela é derivada de uma palavra que significa “fumantes de haxixe” e faz referência a um grupo islâmico que existiu entre os séculos XI e XIII. Conta a lenda que o haxixe, uma droga, era dado aos membros desse grupo para convertê-los em assassinos destemidos de seus rivais religiosos.

Os atentados contra figuras políticas ocorrem por razões diversas. Alguns acontecem porque seus autores se sentiram injustiçados de alguma maneira. Por exemplo, o presidente James A. Garfield, dos Estados Unidos, foi morto por um homem revoltado por não ter recebido um cargo político. Outros discordam das ideias da vítima ou de uma posição pública que ela assumiu sobre uma questão específica. O líder egípcio Anwar el-Sadat foi assassinado por pessoas que não aceitaram o fato de ele ter firmado um tratado de paz com Israel. O defensor americano dos direitos civis Martin Luther King Jr. foi morto por um homem que discordava da causa dos direitos civis.

Mahatma Gandhi pregava a paz e a igualdade e defendia a independência da Índia em relação à Inglaterra na primeira metade do século XX. Isso acabou acontecendo, mas resultou na divisão do país em dois estados – a Índia, predominantemente hindu, e o Paquistão, muçulmano. Apesar de discordar da divisão, Gandhi continuou a defender a paz entre os dois povos e acabou sendo assassinado por um extremista hindu. Indira Gandhi, que não era parente de Gandhi, mas adotara o sobrenome por razões políticas, também foi morta em um atentado, assim como seu filho Rajiv, anos depois.

Em 1963, o presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy foi assassinado a tiros enquanto desfilava em carro aberto, durante uma campanha para a sua reeleição. Seu irmão, Robert Kennedy, que era senador, também morreu vítima de um atentado cinco anos depois.

Outros assassinos querem chamar a atenção para uma causa ou têm o intuito de afirmar com veemência uma posição política. O presidente americano William McKinley morreu depois de ser baleado em 6 de setembro de 1901. Seu assassino era um anarquista – alguém que defendia o fim dos governos. Anarquistas também mataram vários chefes de Estado na Europa no início do século XX. Alguns deles esperavam mudar o rumo da história.

Um assassinato político em especial teve efeitos de grande alcance. O assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, do Império Austro-Húngaro, em 1914, ajudou a desencadear a Primeira Guerra Mundial.

Há também os atentados terroristas, em que muitos civis acabam sendo mortos ou feridos. Esse tipo de atentado é feito em lugares com muita concentração de pessoas, geralmente com o uso de bombas. No entanto, em vez de bombas, em 11 de setembro de 2001, terroristas utilizaram aviões para atingir diversos alvos civis nos EUA, entre eles as chamadas Torres Gêmeas que compunham o complexo de edifícios do World Trade Center, em Nova York.

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