O atol das Rocas está localizado no oceano Atlântico. Ele fica a mais ou menos 148 quilômetros do arquipélago de Fernando de Noronha, na costa brasileira. É o único atol do Atlântico Sul.

Atol é uma espécie de recife de coral que se forma sobre uma rocha vulcânica. É como se fosse uma ilha mais ou menos circular com um furo no meio, com água do mar ocupando esse furo. O atol das Rocas tem forma quase circular. Sua área interna tem 5,5 quilômetros quadrados.

Descoberto pelo navegante português Gonçalo Coelho em 1503, o atol das Rocas foi responsável pelo naufrágio de inúmeros barcos desde então.

Reserva biológica

O atol das Rocas foi transformado na Reserva Biológica Marinha do Atol das Rocas em 5 de junho de 1979. Ele é considerado ecologicamente muito importante porque muitos animais marinhos e aves o utilizam como local para reprodução, alimentação e abrigo.

Há duas ilhas no atol: a do Farol e a do Cemitério. A ilha do Farol tem 34.637 metros quadrados e a do Cemitério mede 31.513 metros quadrados. A areia delas é composta basicamente de restos de conchas e de ossos de aves e peixes.

Na ilha do Farol existem as ruínas de um farol construído no século XIX e de outro mais novo, que foi erguido em 1967 e está em atividade. Há também na ilha uma base científica, utilizada por técnicos e por pesquisadores.

Visitas não são permitidas, a não ser que tenham como finalidade o estudo ou a pesquisa. Mesmo assim, é preciso pedir autorização ao Ibama.

Fauna e flora

O clima é equatorial. A temperatura média é de 26°C. Geralmente chove mais entre março e julho. A vegetação é herbácea, mas também existem alguns coqueiros.

O atol é o segundo ponto mais importante de desova de tartarugas-verdes do Brasil. Além das tartarugas, são encontradas inúmeras espécies de esponjas, corais e crustáceos, entre eles o caranguejo-terrestre (Gecarcinus lagostoma), típico de ilhas oceânicas.

Foram identificadas 147 espécies de peixes, duas delas exclusivas do atol e do arquipélago de Fernando de Noronha: o gudião (Thalassoma noronhanum) e a donzela (Stegastes rocasensis).

É também no atol que se encontra a maior colônia de aves marinhas tropicais do Brasil. São cerca de 150 mil pássaros de 29 espécies, entre eles a viuvinha-marrom (Anous stolidus) e o atobá-mascarado (Sula dactylatra).

Os pesquisadores já catalogaram também cerca de 110 espécies de macroalgas nas águas ao redor do atol.

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