A audição é um dos cinco sentidos humanos e é através dela que percebemos os sons.

O sistema auditivo do ser humano

O sistema auditivo humano é constituído por três partes: orelha externa, orelha média e orelha interna. O som percorre essas três regiões, sendo primeiramente captado pelo pavilhão auditivo, que é o que chamamos de orelha. Seu formato possibilita a entrada das ondas sonoras no canal auditivo, terminando no tímpano, uma membrana que vibra quando atingida pelo som. Tanto o pavilhão auditivo quanto o canal auditivo fazem parte da orelha externa.

A orelha média é formada por três ossículos denominados martelo, bigorna e estribo, que recebem as vibrações dos tímpanos, levando-as até a orelha interna ou labirinto. Este é formado pela cóclea, uma estrutura em forma de caracol cheia de líquido. Quando as vibrações chegam à cóclea, provocam movimentações no líquido que ela contém, gerando sinais elétricos que percorrem o nervo auditivo até chegar ao cérebro, onde serão interpretados como sons.

Intensidade e medição dos sons

A intensidade dos sons é medida em decibéis (dB) e pode variar desde um sussurro (15 dB) até o barulho de um avião decolando (120 dB). Sons acima de 120 dB podem romper o tímpano, provocando surdez. A OMS (Organização Mundial de Saúde) considera que um som deve alcançar, no máximo, 50 dB para não causar danos ao sistema auditivo. Porém os problemas na audição dependem da intensidade e do tempo a que a pessoa fica exposta aos ruídos.

Para medir o nível de ruído num determinado ambiente, os técnicos utilizam um aparelho chamado decibelímetro. Enquanto a intensidade dos sons é medida em decibéis, a frequência é medida em hertz (Hz).

A audição dos animais

A capacidade auditiva varia bastante entre os animais. O ser humano pode ouvir entre 20 e 20.000 Hz. Já um cão tem a audição muito superior à dos seres humanos, sendo capaz de detectar um som quatro vezes mais distante. Sua capacidade auditiva está entre 15 e 40.000 Hz (ultrassons).

O morcego pode ouvir entre 1.000 e 120.000 Hz. Certas aranhas conseguem ouvir ondas infrassônicas (frequências inferiores a 20 Hz), o que lhes permite detectar a aproximação de presas e predadores. Além disso, podem ser sensíveis a ondas sonoras de frequências acima dos 40.000 Hz. Os golfinhos emitem ultrassons para se orientar debaixo da água. Alguns são sensíveis a ultrassons de frequências superiores a 120.000 Hz.

A audição dos gatos é muito apurada e é mais sensível aos sons agudos. Eles podem ouvir frequências de 60 Hz até cerca de 65.000 Hz e, por isso, conseguem perceber movimentos a alguns metros de distância.

Dessa forma, a audição, assim como os outros sentidos, é muito importante para a interação dos animais com o meio em que vivem.

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