Forma de dança que tem uma longa história, o balé surgiu no século XVI. É uma arte teatral, ou seja, é apresentada com música, figurinos e cenários.

Posturas e passos

O balé é baseado em um sistema formal de posturas e de passos que sofreu modificações pequenas ao longo dos anos. Há cinco posturas básicas dos pés. Em todas elas as pernas ficam “voltadas para fora”, ou em rotação a partir dos quadris de modo que os pés estejam apontados para fora. As posturas dos pés no balé são acompanhadas por posições correspondentes dos braços e da cabeça. Além da postura dos pés e dos braços, existem duas posturas corporais principais. Em um arabesco, uma perna suporta o peso do corpo, enquanto a outra se estende para trás, com o joelho reto e o pé em ponta. Em uma postura semelhante, chamada attitude, o joelho da perna erguida fica dobrado.

Os passos básicos do balé incluem vários saltos, giros e passos deslizados rápidos. As dançarinas, chamadas bailarinas, dançam parte do tempo na ponta dos pés, e isso muitas vezes cria a impressão de que estão flutuando.

História

O balé surgiu a partir de danças apresentadas no final do século XVI para membros da corte real francesa, que também as praticavam, incluindo o rei. Esses balés da corte usavam muitos passos das danças sociais da época. Em 1661, o rei francês Luís XIV fundou a Real Academia de Dança, para o estudo do balé. Em pouco tempo, apenas profissionais formados dançavam nos balés. O primeiro diretor da academia criou as cinco posturas básicas. Nas décadas seguintes, os dançarinos da academia desenvolveram vários dos passos básicos de balé.

Muitos dos primeiros balés combinavam danças com ópera ou com cenas de uma peça de teatro. O balé dramático, que narra uma história por meio da dança, desenvolveu-se no século XVIII. Os coreógrafos (que criam os passos e os movimentos de uma dança) e dançarinos da época também começaram a usar passos e gestos novos e mais expressivos.

Em meados do século XIX, o dançarino e coreógrafo francês Marius Petipa mudou-se para a Rússia e fez de São Petersburgo o maior centro do balé. Petipa e o compositor Piotr Ilitch Tchaikóvski criaram vários balés famosos, entre eles O lago dos cisnes, A Bela Adormecida e O quebra-nozes.

No início do século XX, Serguei Diaguilev fundou a companhia chamada Balés Russos. Entre seus colaboradores estiveram compositores e artistas famosos, além de grandes coreógrafos e dançarinos, como Michel Fokine, Léonide Massine, Vaslav Nijinski, Ana Pavlova e George Balanchine. A companhia dos Balés Russos viajou extensivamente em turnês e exerceu grande influência sobre os dançarinos do Ocidente. Muitos dos artistas se mudaram para os Estados Unidos mais tarde.

Balanchine fundou, na década de 1940, a companhia que se tornaria a New York City Ballet. Ele coreografou mais de 150 obras para a companhia, várias das quais com música de Igor Stravinski. A companhia que se tornaria o American Ballet Theatre começou a apresentar-se em 1940 e também tem a cidade de Nova York como sua sede.

Outras grandes companhias de balé, como a Royal Ballet, inglesa, e a Royal Danish Ballet (da Dinamarca), também se desenvolveram no século XX. Na Rússia, os balés Bolshoi, em Moscou, e Mariinsky, em São Petersburgo, mantêm vivos os mais altos padrões do balé.

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