O bandolim é um instrumento musical de cordas de forma abaulada que surgiu no século XVI, na Itália. Na música popular, substituiu o alaúde, também instrumento de cordas, mas de origem árabe, muito popular na Idade Média.

O bandolim deve seu nome à mandolina, cujo nome vem da forma do instrumento, parecida com a de uma amêndoa (mandorla, em italiano) e também da família do alaúde. Foi muito usado por compositores europeus de música clássica dos séculos XVI e XVII, como o músico veneziano Antonio Vivaldi. Tem oito cordas agrupadas de duas em duas e uma sonoridade suave, que pode transmitir certa melancolia.

Ao chegar a Portugal, o instrumento logo conquistou seu lugar em pequenos conjuntos instrumentais, chamados tunas, e no repertório do gênero musical chamado fado, formado por canções com letras e melodias bastante melancólicas. O bandolim português é um pouco diferente do instrumento italiano, por ter fundo achatado, apesar de manter a forma abaulada.

O bandolim chegou ao Brasil no século XVIII, mas não encontrou de imediato seu lugar na música brasileira. Os conjuntos de choros, ou chorinhos, gênero musical que nasceu no Rio de Janeiro no século XIX, tinham instrumentos de cordas, como o violão e o cavaquinho, e às vezes instrumentos de sopro como a clarineta, o oboé ou a flauta. De fato, o bandolim se tornou mais presente nos conjuntos musicais brasileiros a partir do século XX, graças a compositores e intérpretes como Luperce Miranda e Jacó do Bandolim, que começaram a dar ao instrumento o papel de solista.

Jacó do Bandolim (1918-1969) foi o maior bandolinista brasileiro e trouxe o instrumento para lugar de destaque no fim dos anos 1940, quando seus discos fizeram muito sucesso. Na década de 1960, ele formou o conjunto Época de Ouro, que ainda existe. É o autor de músicas famosas como “Noites cariocas” e “Doce de coco”.

O bandolim também se espalhou por outros países, entre os quais os Estados Unidos, onde tem lugar de destaque na música folclórica e no bluegrass, gênero do sul do país com raízes na música negra tradicional americana, no blues e no jazz.

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