José Maria da Silva Paranhos Júnior, o barão do Rio Branco, foi um professor, jornalista, diplomata, político e historiador brasileiro. Nasceu no Rio de Janeiro, em 20 de abril de 1845, e morreu na mesma cidade, no dia 10 de fevereiro de 1912. Foi importante por suas atuações na definição das fronteiras do Brasil em diferentes ocasiões, fazendo negociações e assinando tratados com diversos países.

Negociador hábil

Começou aos 19 anos, acompanhando o pai, o visconde do Rio Branco, como secretário na missão especial que entabulou as negociações de paz da Guerra do Paraguai (1865-1870). Depois, representou o Brasil na disputa da região dos Sete Povos das Missões com o Uruguai. Também foi encarregado de resolver a disputa do Amapá entre o Brasil e a Guiana Francesa. Em ambos os casos, os resultados foram favoráveis ao Brasil. Garantiu ainda a posse do Acre, reivindicado pela Bolívia e fixou a fronteira entre o Brasil e a Guiana Inglesa (atual Guiana).

Foi como reconhecimento pela solução dessas questões fronteiriças que, em 1888, recebeu de dom Pedro II o título de barão do Rio Branco.

Formação e atividades

José Maria Paranhos estudou no Imperial Colégio de Pedro II, no Rio de Janeiro. Ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo e no meio do curso transferiu-se para o Recife, em Pernambuco, onde concluiu os estudos.

Foi deputado por Mato Grosso e promotor público em Nova Friburgo, no estado do Rio de Janeiro. Dedicou-se também ao jornalismo, tendo dirigido o diário A Nação, no Rio de Janeiro. Em 1876, foi nomeado cônsul do Brasil em Liverpool, no Reino Unido.

Foi membro da Academia Brasileira de Letras e escreveu vários livros sobre a história do Brasil, como Memória brasileira e Episódios da Guerra do Prata.

Em 1902, foi nomeado ministro das Relações Exteriores, função que exerceu até 1912, ano de sua morte.

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