O boi-bumbá, ou bumba meu boi, é uma das festas populares mais importantes do folclore brasileiro. Trata-se de uma brincadeira de rua que acontece em vários estados do Brasil, especialmente no Norte e no Nordeste. Ela surgiu a partir de uma lenda nordestina da época do ciclo do gado, nos séculos XVII e XVIII. Naquele tempo, a vida das pessoas do interior da região girava em torno do boi e de sua criação. A história começou a ser encenada e se tornou um espetáculo de rua.

O enredo da encenação do boi-bumbá varia um pouco, mas o tema central é a morte e a ressurreição de um boi. Um homem representa o boi. Ele veste uma armação de madeira com pano e usa uma cabeça do animal feita à mão. Às vezes, dois homens ficam embaixo dessa armação, um na frente, outro atrás.

A brincadeira, ou folguedo, se realiza em diferentes épocas do ano na Amazônia, no Nordeste, no Espírito Santo, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em cada região o bumba meu boi tem suas características próprias. É uma festa tão popular que é acompanhada por gente de todas as idades, crianças e adultos, que brincam nas ruas durante a noite. Em São Luís, capital do Maranhão, o festejo sai da periferia em direção ao centro da cidade e é a grande atração turística dos meses de junho e julho.

No Amazonas existe até um bumbódromo, na cidade de Parintins, com capacidade para 35 mil pessoas. Há grupos criados apenas para fazer apresentações do boi-bumbá no bumbódromo. Os mais famosos são o Garantido, caracterizado pela cor vermelha e um coração na testa do boi, e o Caprichoso, reconhecido pela cor azul e as estrelas. Todo ano, no final de junho, eles disputam o Festival Folclórico de Parintins. Durante três noites, os dois grupos mostram temáticas regionais — lendas, rituais indígenas e costumes dos ribeirinhos — por meio de carros alegóricos, encenações, cantos e danças. Na Amazônia, é uma festa equivalente ao Carnaval, que visualmente lembra bastante o que se vê nos desfiles dos sambódromos do Rio de Janeiro e de São Paulo.

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