O boitatá é um mito indígena representado por uma cobra de fogo ou luz. Esse mito foi citado pelo padre José de Anchieta em uma carta escrita por ele em 1560. Boitatá é palavra de origem tupi composta por m’boi, que significa “cobra”, e tatá, “fogo”.

O boitatá aparece à noite e brilha muito, com uma luz azulada e estranha. Nos estados do Nordeste, é conhecido também como “fogo que corre”.

Mas de onde vem essa luz que os índios enxergavam no século XVI e as pessoas veem até hoje? O brilho que se atribui à cobra de fogo é o que se chama de fogo-fátuo. Trata-se de uma luz que aparece à noite nos pântanos e cemitérios, devido às emanações de fosfatos de hidrogênio provenientes da decomposição dos animais. Como esse fogo vivo se desloca, deixando um rastro cintilante, os índios o associaram a uma cobra luminosa: o boitatá.

Translate this page

Choose a language from the menu above to view a computer-translated version of this page. Please note: Text within images is not translated, some features may not work properly after translation, and the translation may not accurately convey the intended meaning. Britannica does not review the converted text.

After translating an article, all tools except font up/font down will be disabled. To re-enable the tools or to convert back to English, click "view original" on the Google Translate toolbar.