Uma bolsa de valores, ou mercado de valores, é um sistema de compra e venda de títulos de crédito, ou seja, ações e títulos financeiros. Uma ação é uma participação na propriedade de uma empresa. Um título financeiro é um acordo para emprestar dinheiro a uma empresa por um período determinado de tempo. As empresas vendem ações para receber o dinheiro que necessitam para se expandir.

Quem compra ações de uma empresa fica um pouco proprietário dela também. Cada ação representa uma pequena parcela do negócio. Se a empresa cresce, expande seus mercados e aumenta seus lucros, as ações se valorizam e, se a pessoa quiser vender suas ações, vai receber por elas um valor mais alto do que aquele que pagou quando as comprou.

Muitos países possuem uma ou mais bolsas de valores. Algumas bolsas de valores importantes são a de Nova York (nos Estados Unidos), a Valores de Londres (no Reino Unido) e a de Tóquio (no Japão). No Brasil, há a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), onde são negociados os títulos das empresas brasileiras. Estas e muitas outras bolsas de valores fazem boa parte de seus negócios em prédios próprios. A Nasdaq, nos Estados Unidos, é uma bolsa de valores em que as transações são feitas eletronicamente, ou seja, online.

Como funciona uma bolsa de valores

Várias empresas fazem parte de cada bolsa de valores. Essas empresas vendem títulos de crédito, ações, a quem quiser comprar. As pessoas então usam a bolsa de valores para comercializar (comprar e vender) os títulos de crédito entre elas. Isso é feito nos pregões. A bolsa apresenta as listas dos títulos de crédito postos à venda e os preços deles. Compradores e vendedores, representando seus clientes, fazem as transações rapidamente. A bolsa cuida, depois, das transferências de títulos de crédito entre compradores e vendedores.

Os preços dos diferentes títulos de crédito sobem ou descem, ou fazem as duas coisas, ao longo do dia, em todos os dias em que a bolsa fica aberta. As pessoas ganham dinheiro vendendo suas ações por preços superiores aos que pagaram.

Preços em alta e em queda

Muitos fatores afetam o preço dos títulos das ações de uma empresa. Se a empresa está funcionando com lucro, o preço de suas ações geralmente sobe. Eles também podem subir ou cair em função do estado da economia, de leis aprovadas pelo governo ou de guerras. Muitas vezes, os preços de ações de uma empresa caem só porque em um outro país algum fator interfere no mercado em que ela atua.

Até os sentimentos das pessoas podem afetar os preços em uma bolsa de valores. Por exemplo, se as pessoas tiverem medo de que os preços das ações comecem a cair, poderão começar a vender seus títulos de crédito. Porém, se muitas pessoas tiverem essa mesma ideia, elas podem fazer os preços caírem de fato. Porque aí funciona a lei da oferta e da procura: tudo o que é ofertado em grande quantidade alcança um preço menor. Se as vendas em grande escala continuarem, pode ocorrer um crash (queda grande), ou quebra, no mercado de valores. Isso significa que os preços caíram para um nível tão baixo que muito poucas pessoas se dispõem a comprar aqueles títulos de crédito. Os papéis perdem seu valor. O resultado disso é que os donos dos títulos têm poucas possibilidades de recuperar seu dinheiro.

A quebra de 1929

Um crash muito famoso na bolsa de valores aconteceu nos Estados Unidos em outubro de 1929. Ao longo de vários dias, investidores em pânico venderam tantas ações que o mercado inteiro desabou. Quase todos os setores da economia foram prejudicados. Milhares de pessoas perderam seus empregos, pois as empresas não tinham dinheiro para produzir e os consumidores não tinham dinheiro para comprar. Os agricultores não puderam vender seus produtos, bancos e empresas fecharam, e os salários das pessoas caíram para níveis muito baixos. Esse período de grande dificuldade durou cerca de dez anos, repercutiu no mundo todo e ficou conhecido como Grande Depressão.

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