Os índios botocudos são hoje representados pelos crenaques (ou krenaks, também chamados “os últimos botocudos do leste”, ou boruns) e vivem em áreas indígenas nos estados de Mato Grosso, de Minas Gerais e de São Paulo. Os crenaques pertencem ao tronco linguístico macro-jê. Restam apenas 350 índios crenaques no vale do rio Doce, no estado de Minas Gerais (dados da Funasa, Fundação Nacional de Saúde, de 2010).

Os tupis chamavam-nos de aimorés. O nome “botocudo” foi dado pelos colonizadores portugueses porque esses índios usavam botoques nas orelhas e nos lábios.

Centenas de anos atrás, os botocudos habitavam uma área extensa do Recôncavo Baiano. Foram expulsos dali pelos tupis e, ao longo do tempo, marcharam em direção ao sul. Os primeiros contatos entre portugueses e botocudos datam do século XVI. Esses índios eram apontados como grandes guerreiros e, por essa razão, muito temidos. Foram tidos como antropófagos, mas ainda não existe comprovação de que comessem carne humana.

Na época da colonização, sofreram perseguições e ataques de outros grupos indígenas e da coroa portuguesa, pois viviam em áreas consideradas estratégicas pelos colonizadores. No século XIX, habitavam áreas próximas ao rio Doce, nos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Translate this page

Choose a language from the menu above to view a computer-translated version of this page. Please note: Text within images is not translated, some features may not work properly after translation, and the translation may not accurately convey the intended meaning. Britannica does not review the converted text.

After translating an article, all tools except font up/font down will be disabled. To re-enable the tools or to convert back to English, click "view original" on the Google Translate toolbar.