O budismo é uma religião baseada nos ensinamentos de Buda, que pregava a iluminação, ou seja, o fim do ciclo desejo-sofrimento ao qual as pessoas estão submetidas. O verdadeiro nome de Buda era Sidarta Gautama, um príncipe que nasceu provavelmente no final do século VI a.C., numa região entre o que hoje são a Índia e o Nepal.

Buda e seus seguidores difundiram a nova religião e, aos poucos, o budismo se espalhou pelo centro e pelo sudeste da Ásia, chegando à China, à Coreia e ao Japão. Hoje muitas pessoas do Ocidente também são budistas. No início do século XXI, o budismo era a quarta maior religião do mundo, com cerca de 360 milhões de seguidores.

Crenças e práticas

O budismo é baseado nas Quatro Nobres Verdades de Buda. A primeira verdade diz que a vida é feita de sofrimento e dor; a segunda, que todo sofrimento é causado pelo desejo; a terceira, que é possível libertar-se de todos os desejos — estágio chamado de nirvana; a quarta verdade é a Senda Óctupla, que explica os oito modos de chegar ao nirvana.

A Senda Óctupla, também chamada de Via Média, ensina que as pessoas não devem adotar uma vida de luxo e prazer em demasia; no entanto, também não é prudente renegar todos os confortos mundanos. Assim, o comportamento deve ser equilibrado.

O budismo é formado por três princípios essenciais, as chamadas Três Joias: Buda, ou o professor; Dharma, ou o ensinamento; e Sangha, ou a comunidade de seguidores. Os monges budistas acreditam que as três joias os protegem. Isso se exprime na prece budista: “Eu me refugio no Buda. Eu me refugio no Dharma. Eu me refugio na Sangha”.

Divisões

Muitos anos depois da morte de Buda, dois grandes grupos surgiram entre os seguidores: o ramo theravada, que significa “Caminho dos Velhos”, e o ramo mahayana. O primeiro é mais antigo e conservador. Boa parte da população de Sri Lanka, Mianmar, Tailândia, Laos e Camboja pertence a esse grupo. Já a segunda forma é mais popular nestes países: Mongólia, China (em especial no Tibete), Japão, Coreia, Vietnã e Nepal. A escola zen-budista provém do budismo mahayana.

Os budistas theravada concentram-se na autolibertação por meio da mudança de hábitos. Os budistas mahayana acreditam que a iluminação é alcançada quando nos dedicamos a fazer o bem aos outros.

História

Aos 29 anos, Sidarta Gautama abandonou sua vida de luxo e riqueza para descobrir os mistérios da vida. Certo dia, sentou-se sob uma árvore em Bodhi Gaia (no atual estado de Bihar, na Índia) e começou a meditar. No quadragésimo nono dia, atingiu a iluminação, ou seja, libertou-se do sofrimento. A partir desse momento, passou a ser chamado Buda, que significa “o iluminado”.

De acordo com a tradição, Buda viveu e ensinou durante 45 anos depois da iluminação. Ele acreditava que os ensinamentos budistas eram para todos, e não somente para os eruditos; por isso, pregava sempre em páli, a língua das pessoas comuns. No entanto, não costumava escrever o que pregava. Todos os ensinamentos budistas foram transmitidos oralmente por seus seguidores. Apenas muitos anos depois de sua morte a doutrina budista foi finalmente escrita.

Buda criou uma ordem chamada Sangha. Muitos membros dessa ordem eram monges andarilhos, como o próprio Buda havia sido. Quando Buda morreu, esses monges ajudaram a disseminar a doutrina pelo norte da Índia. No século III a.C., o budismo ganhou um patrocinador poderoso. Açoka, soberano de um império que se estendia por quase todo o sul da Ásia, adotou e fomentou a religião, construindo muitos monumentos e mosteiros budistas. Posteriormente, o budismo passou por um período de decadência na Índia, mas já havia ganhado espaço no sudeste asiático, na Ásia central, no Sri Lanka, no Tibete, na China, na Coreia e no Japão.

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