Um cânion, ou canhão, é um vale estreito e profundo escavado por um rio entre as rochas. Os cânions variam muito de tamanho: podem ser fendas estreitas ou trincheiras enormes. Suas paredes são íngremes e podem ter centenas de metros de altura. Os vales menores, de aparência semelhante, são chamados desfiladeiros.

Os cânions são criados pela erosão. Ao longo de milhares ou milhões de anos, a correnteza de um rio vai corroendo o solo e as rochas, formando um vale. Os cânions maiores e mais famosos foram abertos em áreas secas por rios de correnteza rápida e forte. A água desses rios vem de regiões mais úmidas, proporcionada pela chuva ou pelo derretimento de neve. As paredes dos cânions são sempre íngremes e ásperas porque há pouca chuva ou água superficial que as desgaste. Um dos cânions mais famosos do mundo é o Grand Canyon, no estado americano do Arizona.

No Brasil, o maior cânion é o Itaimbezinho. Ele surgiu não da erosão provocada por um rio, mas de uma explosão subterrânea que jorrou lava sobre a terra ao redor, há 130 milhões de anos. Essa lava virou uma crosta que acabou rachando ao meio. As bordas parecem ter sido cortadas com faca, daí o nome Itaimbezinho, que vem do idioma tupi e significa “pedra afiada”. Esse cânion se localiza no Parque Nacional de Aparados da Serra, na divisa dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Ele tem aproximadamente 600 metros de altura e 5,8 quilômetros de extensão. Outro cânion brasileiro de destaque é o Monte Negro, onde fica o ponto mais elevado do Rio Grande do Sul.

Os cânions submarinos são vales nas profundezas do mar, encontrados nas margens dos continentes e de algumas ilhas oceânicas. Acredita-se que o Grand Bahama, no oceano Atlântico, perto das Bahamas, seja o cânion submarino mais profundo que existe. Suas paredes têm quase 5 quilômetros de altura.

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