Os caetés eram um povo indígena que fazia parte da família dos tupis. Muitas etnias dessa grande família falavam a língua geral. Essa língua, derivada do tupi antigo, era usada em toda a costa brasileira, não apenas por indígenas, mas também por parte da população de portugueses, negros e descendentes.

No início do século XVI, os caetés habitavam uma extensa faixa da costa leste do Brasil, entre o estado da Paraíba e o rio São Francisco, no estado de Alagoas.

Embora falassem a mesma língua que os potiguares (ao norte) e os tupinambás (ao sul), eles hostilizavam ambos os povos.

Guerreiros

Diferentemente de outros tupis, os caetés não estabeleceram boas relações com os portugueses, e se aliaram aos franceses instalados na região para defender seus domínios.

Devido à proximidade do rio São Francisco, os caetés, além de guerreiros, tornaram-se exímios construtores de embarcações.

Lutaram contra Duarte Coelho, donatário (titular, ou dono, de capitania hereditária) de Pernambuco, até serem repelidos para o sul, onde se agruparam à margem direita do São Francisco. Ficaram ali até serem mortos ou escravizados pelos colonizadores.

Canibalismo e extermínio

Os caetés foram considerados grandes inimigos dos portugueses após terem matado dom Pero Fernandes Sardinha, um dos jesuítas que faziam a catequese (conversão ao cristianismo) dos índios no século XVI. Ele foi o primeiro bispo do Brasil.

Em 1556, o bispo discutiu seriamente com Duarte Coelho porque não aprovava os métodos de expansão e domínio que estavam sendo aplicados naquela região. Por causa desse incidente, o bispo decidiu ir falar à corte em Portugal.

Durante a viagem, a embarcação em que ele viajava naufragou. Os cem ocupantes foram capturados e mortos pelos caetés, exceto três: dois índios e um português, pois falavam a língua geral. O bispo Sardinha e todos os demais foram comidos pelos índios, segundo o relato do historiador frei Vicente do Salvador.

A reação de Portugal ao episódio foi violenta e resultou no extermínio dos caetés pouco tempo depois.

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