Os caiapós (ou kayapó) são índios — isto é, constituem um povo nativo americano — que vivem numa extensa área localizada nos estados do Mato Grosso e do Pará, ao longo dos afluentes do rio Xingu. Suas principais atividades são a caça, a pesca e o roçado. Segundo dados do Instituto Socioambiental (ISA), em 2010 os caiapós somavam 8.638 indivíduos.

Estimativas de 2006 indicam uma população de cerca de 6 mil caiapós habitando a região, quase toda ela coberta pela floresta Amazônica, restando uma pequena parte de cerrado. Ao contrário de outros grupos indígenas, este vem apresentando crescimento populacional, apesar das muitas mortes que ainda ocorrem por causa de doenças.

A origem da palavra “caiapó” é controversa. Segundo algumas fontes, quer dizer “aqueles que se parecem com macacos” e teria sido inventada por indígenas de outras etnias para designá-los. Essa versão se deve a um ritual que os caiapós fazem usando máscaras de macacos. Prevalece entre os dicionaristas, no entanto, a conclusão de que a palavra vem do tupi “kaia’pó”, que significa “o que traz fogo na mão, incendiário”. Já os próprios caiapós se referem a si mesmos como os mebêngôkre, que significa “homens do poço-d’água”.

Os caiapós falam a língua jê. Eles se caracterizam pelas pinturas corporais, o uso de plumagens e de botoques nos lábios e orelhas. O número de caiapós que fala o português varia de acordo com o grau de contato ou isolamento de cada tribo.

História

Os registros dos primeiros contatos do homem branco com os caiapós datam do final do século XIX e mostram que os cerca de 7 mil índios de então se dividiam em três grupos.

Essa divisão, provavelmente, já existia havia muito tempo, quando os caiapós habitavam a região do curso inferior do rio Tocantins, de onde tiveram que sair centenas de anos depois, fugindo dos brancos que os escravizavam e maltratavam.

Destaques

Os caiapós são vistos, no Brasil e no exterior, como índios que lutam por seus direitos.

Nas décadas de 1980 e 1990, eles viraram notícia porque se organizaram para defender a demarcação de suas terras e os direitos de toda a população indígena. Dois índios estiveram à frente do movimento, os líderes Raoni e seu sobrinho Paulinho Payakã. Raoni e Payakã são índios do grupo txucarramãe, que faz parte do povo caiapó.

Eles organizaram e participaram de atos públicos em Brasília, chamando a atenção da imprensa nacional e internacional. Em seguida, com o apoio do cantor inglês Sting, obtiveram auxílio de organizações não governamentais estrangeiras na luta em favor dos índios e do meio ambiente.

Em 2008, um debate sobre os impactos ambientais da usina hidrelétrica de Belo Monte, na região de Altamira, no Pará, terminou em um enfrentamento entre os índios e os empregados da construtora da usina.

É fundamental dizer, contudo, que os caiapós continuam a desempenhar papel importante na história das conquistas indígenas no Brasil e que foram eles o primeiro grupo de índios a ter um Plano de Manejo Florestal aprovado pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Fundação Nacional do Índio (Funai).

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