O caju é a fruta do cajueiro, árvore nativa do litoral nordestino e do Cerrado. Ele se dá muito bem no clima quente. Por isso, quando foi levado pelos portugueses para a Ásia e a África, a plantação deu certo. Tanto que hoje, além do Brasil, Moçambique, Quênia, Tanzânia e Índia também produzem a fruta.

Os botânicos — os estudiosos das plantas — consideram a castanha de caju a verdadeira fruta do cajueiro. A parte que envolve a castanha e tem polpa sumosa é considerada fruto falso, ou pseudofruto. Mas era justamente essa parte da fruta que os índios chupavam de manhã para ficar com hálito bom.

As variedades mais conhecidas são: caju comum e gigante; caju-anão, caju-pera, caju-banana, caju-maçã e caju-manteiga. As espécies do cerrado produzem cajus aromáticos conhecidos como cajuí, cajuzinho-do-campo, caju-do-cerrado, caju-rasteiro, caju-de-árvore-do-cerrado. Eles possuem sabor agradável e são bem menores que os do Nordeste.

A castanha é a parte que dá a maior fama ao caju. Depois de torrada, ela se torna um ótimo tira-gosto, que é exportado para diversos países do mundo. Na culinária, a castanha é usada em sorvetes, bolos, pães e doces. A parte sumosa é deliciosa e refrescante. Com ela são feitos sucos, doces, sorvetes, refrigerantes, licores e vinhos.

Depois de passar por um processo químico, a casca da castanha pode ser utilizada na fabricação de lonas de freio, verniz, tintas, plásticos e remédio para remover verruga. A casca do caule da árvore é empregada pelas indústrias de cola e de couro.

Povos indígenas do litoral da Paraíba utilizam o caju para fins medicinais há muitos anos. Com as folhas do cajueiro se faz um chá indicado para dor de garganta e diarreia. A casca do fruto falso ajuda a curar aftas. Há ainda indícios de que alguns povos calculavam a data de aniversário de acordo com a floração do pé de caju.

O maior cajueiro do mundo fica em Pirangi do Norte, próximo a Natal, a capital do Rio Grande do Norte. Ele tem cerca de 10 mil metros quadrados — é maior que um campo de futebol! Essa árvore de mais de 120 anos é a atração local. Pessoas de todo o Brasil e de outros países vão a Pirangi só para conhecê-la. Ela cresce aproximadamente 3 metros por ano.

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