A palavra califado designava os territórios que foram dominados pelos muçulmanos do ano 632 até 1258. Os líderes do islamismo que sucederam o profeta Maomé recebiam o título de califa, que em árabe significa sucessor. Os califas construíram um império que se estendia da Índia (na Ásia) à Espanha (na Europa).

Os primeiros califas

O islamismo, ou religião muçulmana, surgiu na península Arábica, no início do século VII. Maomé, fundador do islamismo, morreu em 632. Os muçulmanos escolheram Abu Bakr (sogro de Maomé) como sucessor. Ele e os três califas que se seguiram — Omar I, Osmã e Ali — eram parentes do profeta.

Parte do povo muçulmano não aceitou a liderança de Ali. Surgiu assim uma divisão que persiste até hoje. Os seguidores de Ali deram origem à seita xiita. Os partidários de Moavia, governador da Síria, que venceu a guerra contra Ali, formaram o ramo sunita.

O califado omíada

Em 661, Moavia se tornou o primeiro califa da dinastia omíada. Durante o período omíada, os exércitos muçulmanos conquistaram o norte da África e a maior parte da península Ibérica (atuais Portugal e Espanha), na Europa.

Em 750, uma rebelião interna pôs fim ao califado omíada. Os partidários da família abássida derrotaram as forças do califa Morvã II, selando o fim da dinastia omíada.

O califado abássida

A família Abássida deu início a uma nova dinastia de califas. Os primeiros abássidas apoiaram o comércio, as artes e as ciências. Um deles, Al-Mamun, tentou estabelecer a paz com os xiitas, mas não conseguiu.

Os abássidas expandiram seus domínios em direção ao Oriente. A cidade de Bagdá (hoje pertencente ao Iraque) se tornou a capital do califado. Eles também incorporaram ao exército muitos soldados que não eram árabes (principalmente turcos).

O fim do califado

Os buálidas da Pérsia (atual Irã) derrotaram os abássidas em 945. Em 1055, foi a vez de os turcos seldjúcidas tomarem o poder. O califa se tornou então apenas o líder religioso. Em 1258, os mongóis invadiram Bagdá e mataram o último califa da dinastia abássida. Tempos depois, no Egito, e mais tarde no Império Otomano (instalado na Turquia), surgiram pretendentes ao título de califa. Eles nunca foram reconhecidos pela maioria dos muçulmanos.

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