Os índios carajás (também chamados de karajá e caraiaunas) vivem às margens do rio Araguaia, nos estados de Goiás, de Tocantins, de Mato Grosso e do Pará. Pertencem ao tronco linguístico macro-jê. De acordo com dados da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), em 2010 havia 3.198 carajás. Muitos deles estão concentrados na ilha do Bananal, a maior ilha fluvial do mundo.

História

O primeiro contato entre os carajás e os europeus aconteceu no século XVII, durante as missões jesuíticas na região do baixo Araguaia. A partir do século XVIII, o contato se tornou mais frequente, tornando os índios alvo da curiosidade nacional e fazendo-os assimilar muitos elementos da cultura do homem branco, além de ficarem expostos a doenças.

Muitos carajás deixaram de falar sua língua e passaram a usar somente o português. A língua da família carajá tem uma particularidade interessante: ela está dividida em três grupos, e esses grupos dizem respeito à pessoa que se expressa quando fala: o homem, a mulher e a criança.

Pintura corporal

Apesar do contato com a sociedade moderna, muito da cultura carajá sobrevive em seus rituais e na forma como eles se organizam socialmente.

Os carajás consideram a pintura do corpo muito importante. Durantes os rituais, os jovens desenham dois círculos no rosto. Há diferenças entre as pinturas feitas nos homens e as das mulheres. As pinturas geralmente consistem em faixas pretas nas pernas, nos braços, nos pés e nas mãos. Para fazê-las, podem ser utilizados jenipapo, fuligem de carvão e urucum (de cujas sementes se extrai um corante chamado bixina).

O artesanato carajá também é valorizado. Esse povo indígena produz cestas, utensílios de cerâmica, bonecas e enfeites feitos de penas de aves. Os carajás cultivam milho, banana, mandioca e melancia. Praticam a caça e alimentam-se, também, de mel e de frutas típicas do Cerrado.

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