Censo é a contagem das pessoas ou habitantes que vivem num país. Além de contar os habitantes, o censo revela informações sobre eles — sua formação escolar, o que possuem e como vivem. Os governos usam o censo para ajudar a mapear a população e detectar suas necessidades.

Grandes empresas realizam pesquisas parecidas para orientá-las nas decisões importantes. Há ainda censos que focalizam tópicos como moradia, agricultura ou indústria. O censo que conta os habitantes é chamado de censo demográfico ou recenseamento.

A realização do censo demográfico

Os censos são caros e tomam muito tempo. Em muitos países, o governo faz o censo demográfico apenas de dez em dez anos, como é o caso do Brasil. Outros países fazem um censo a cada cinco anos.

Os pesquisadores que realizam o censo, chamados de recenseadores, usam uma combinação de métodos para tentar entrar em contato com todas as pessoas do país. Enviam questionários pelo correio e realizam entrevistas pessoalmente ou por telefone. A maior parte das pessoas tem de responder apenas a algumas perguntas básicas. Mas algumas precisam fornecer mais informações. As perguntas cobrem tópicos como onde a pessoa vive, qual a sua idade, se é ou não casada e quantos filhos tem. Algumas questões indagam sobre o trabalho, a religião, a formação étnica, a língua e a educação.

Após a coleta das informações, os recenseadores as classificam e as estudam. Colocam as informações em relatórios que mostram as características da população. Por exemplo, os pesquisadores podem comparar quantas pessoas vivem nas áreas rurais com quantas vivem nas cidades. Ou podem relatar o tamanho da família média num estado particular.

O uso das informações

Muitos países usam os resultados do censo para garantir que as diferentes partes da nação sejam representadas com justiça no governo. Estados com mais pessoas precisam enviar mais representantes à câmara legislativa (corpo de legisladores). Os países também usam as informações do censo para fornecer recursos e serviços à população. Por exemplo, o governo pode enviar mais dinheiro para escolas públicas em regiões onde há muitas crianças.

Algumas empresas usam os resultados de suas pesquisas para ajudar na venda de produtos e serviços. Elas decidem que tipos de coisas irão vender nas diferentes localidades, baseados nos tipos de pessoas que vivem ali. Por exemplo, uma fabricante de carros pode tentar vender seus modelos de luxo em lugares onde as pessoas ganham bem.

História

Os governantes da Babilônia, da China, do Egito e da Roma antiga faziam censos. Eles os utilizavam para descobrir como as pessoas podiam servir ao governo. Por exemplo, queriam saber quantos homens eram capazes de servir como soldados. Também queriam saber quem eram as pessoas mais abastadas, a fim de cobrar-lhes impostos. As pessoas frequentemente davam informações incorretas nesses censos, para não ter de ir para a guerra ou pagar impostos.

O recenseamento moderno começou apenas no século XVII, quando os líderes pararam de usar a pesquisa para atender a seus próprios interesses. Os países começaram a pensar no censo como um modo de entender o povo e a sociedade. Então, as pessoas começaram a ter mais boa vontade para dar informações corretas, e os censos tornaram-se mais precisos.

Em 1790, os Estados Unidos fizeram história com seu primeiro censo. Foi o primeiro feito com a finalidade de decidir quantos representantes cada estado teria no Congresso. Ele se tornou um modelo copiado por outros países. A Inglaterra fez seu primeiro censo em 1801. A França realizou seu primeiro censo em 1836. O primeiro censo do Canadá foi em 1871, e o da Índia foi em 1872. A China só fez seu primeiro censo preciso em 1953.

No Brasil, o recenseamento começou em 1872, ainda no período imperial. Na época, foram contabilizados cerca de 10 milhões de habitantes no país. Atualmente, o órgão responsável pelo censo é o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A quantidade de informações coletadas pelos censos cresceu ao longo dos anos, e a tecnologia empregada para processar e publicar as informações também avançou. Na década de 1870, os recenseadores usavam máquinas de somar mecânicas. Em 1890, surgiram as máquinas elétricas. Atualmente, os resultados do censo são processados em computadores e publicados na internet.

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