Chorinho (ou choro) é um tipo de música que se originou no Brasil a partir da metade do século XIX.

Como surgiu o chorinho

O choro, antes de se tornar um gênero musical, designava um modo de tocar as músicas que animavam os bailes do século XIX no Rio de Janeiro.

Naquela época, os músicos tocavam os ritmos que estavam em moda na Europa, entre eles a polca, o maxixe e a mazurca, mas, em vez de utilizar um monte de instrumentos de orquestra, usavam basicamente flauta, cavaquinho e violão, o que resultava em uma outra cadência.

Aos poucos, o choro se tornou popular e passou a ser tocado também em rodas de músicos que se juntavam nos bares e se divertiam com desafios melódicos, que deviam ser superados ora por um instrumento ora por outro. Era uma espécie de brincadeira musical que exigia dos músicos grande capacidade de improvisação.

Os grandes nomes

Com o passar do tempo, o choro foi se distanciando cada vez mais das músicas típicas da Europa. Ele adquiriu forma própria e não demorou até que as músicas ganhassem também letras.

Outros instrumentos foram incorporados aos grupos de choro, entre eles o bandolim, o violão de sete cordas, o saxofone e alguns instrumentos de percussão como o pandeiro.

Enquanto crescia, o choro também fazia crescer talentos. Na primeira parte do século XX, a maioria dos músicos tinha outras ocupações: alguns eram funcionários públicos, outros eram comerciantes ou profissionais liberais. Mas, como o choro começava a fazer sucesso, muitos deles passaram a poder se dedicar somente à música.

Um dos primeiros líderes de conjunto de choro foi o flautista Joaquim Antônio da Silva Calado (1848-1880), amigo da grande instrumentista e compositora Chiquinha Gonzaga (1847-1935), que acabou por se tornar a maior pianista de choro do país. Ernesto Nazaré (1863-1934) também compôs belos chorinhos ao piano.

Joaquim compôs o primeiro choro brasileiro, A flor amorosa (que ainda mostrava bastante influência da polca). Mas o mais conhecido flautista e compositor de choro até hoje é Pixinguinha (1898-1973), que começou sua carreira nas rodas por volta de 1920. Outros compositores e intérpretes destacados foram o flautista Altamiro Carrilho, o bandolinista Jacó do Bandolim e o tocador de cavaquinho Valdir Azevedo.

Atualmente, o choro voltou a ser bastante tocado em rodas de bar nos quatro cantos do Brasil e tem ganhado cada vez mais adeptos. Há grupos de jovens músicos especializados em chorinhos e artistas como Paulinho da Viola, Paulo Moura e Hamilton de Holanda, que ajudam a espalhar o choro pelo mundo.

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