O cinema é uma forma de entretenimento muito popular em todo o mundo. Os filmes de cinema, ou fitas, são imagens com movimento, exibidas em uma tela grande nas salas de cinema. Contam uma história verdadeira ou inventada, fazem rir ou chorar; enfim, trata-se de uma diversão coletiva.

Equipamento

Para fazer e exibir um filme são necessários equipamentos especiais — principalmente uma câmera de filmagem e um projetor.

A câmera de cinema registra fotografias, ou imagens, numa película. A maioria das câmeras de hoje registra 24 imagens fixas a cada segundo. É como se tirasse, muito rapidamente, 24 fotos seguidas. Pelo fato de estarem tão próximas no tempo uma da outra, essas imagens ou fotos fixas trazem diferenças muito sutis entre si. E daí, quando são mostradas através do projetor de cinema, o movimento aparece, embora as imagens sejam fixas. É o cérebro que as percebe como um movimento contínuo.

O projetor também emite a trilha sonora, que contém todos os sons do filme, incluindo as falas, a música, os ruídos e os efeitos sonoros. A trilha sonora é uma faixa estreita que corre na beirada da película, ao lado das imagens.

As salas de cinema recebem os rolos de película que contêm um filme com sua trilha sonora. Um filme de longa-metragem, com aproximadamente duas horas de exibição, tem seis rolos em média. Os cinemas geralmente juntam vários desses pequenos rolos para formar rolos maiores. Então um ou dois projetores exibem o filme numa tela.

As pessoas que fazem os filmes

Para fazer um filme simples, basta “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”, como disse um dos mais famosos diretores de cinema brasileiros, Glauber Rocha. Mas o cinema industrial exige uma equipe de muitas pessoas. O produtor lida com os problemas econômicos e materiais para a realização de um filme. Ele obtém o dinheiro para pagar os atores e todo o restante da equipe, incluindo o diretor e o roteirista, custear as viagens, pagar a película e o aluguel dos equipamentos, entre outras despesas. Às vezes, no Brasil, o próprio diretor atua como produtor e tem que procurar os recursos para fazer o seu filme.

O roteirista escreve a história e os diálogos que os atores irão dizer em cena. O diretor transforma essa história escrita num filme, ou seja, numa história contada com imagens e sons. Ele trabalha com quase todas as pessoas envolvidas na realização da obra. Ajuda o produtor a escolher os atores e as atrizes, decide como as cenas serão filmadas e diz a cada profissional o que ele ou ela tem de fazer. O diretor supervisiona o pessoal que cuida dos figurinos, da maquiagem, da iluminação, do som e das câmeras.

Alguns membros da equipe de filmagem criam efeitos especiais, ou seja, truques, para mostrar coisas que, sem eles, seriam difíceis ou caras demais para filmar. Por exemplo, modelos em miniatura de prédios ou carros podem ser utilizados para a filmagem de eventos como terremotos, enchentes, incêndios e explosões.

Depois que tudo foi filmado, montadores ou editores organizam o material, juntando as partes do filme. Geralmente o diretor filma uma porção de coisas que acabam não entrando na versão final. Os montadores, ou editores de imagem, trabalham com o diretor cortando algumas cenas e mudando outras de ordem. Os editores de som cuidam da harmonização da trilha sonora com as imagens. Dependendo de como se monta um filme, a história que se queria contar pode virar outra bem diferente.

História

O ponto de partida para o cinema foi a fotografia. Ao longo do século XIX, várias pessoas pesquisaram e experimentaram maneiras de registrar e exibir imagens em movimento. Na década de 1890, o inventor americano Thomas Edison desenvolveu uma câmera e inventou também um projetor. Na França, os irmãos Louis e Auguste Lumière inventaram em 1895 um aparelho que combinava câmera de filmagem e projetor. Os irmãos Lumière abriram a primeira sala de cinema em Paris, na França. O primeiro filme exibido lá mostrava a imagem de uma locomotiva que vinha andando pela linha do trem, chegava a uma estação e parava. Muitas pessoas na sala do cinema tiveram medo de que o trem invadisse a sala.

No início do século XX, a França era o centro da indústria do cinema. Porém, por volta de 1920, a maioria dos filmes passou a ser feita nos Estados Unidos. Grandes estúdios de cinema foram construídos em Hollywood, um bairro de Los Angeles, na Califórnia.

Os primeiros filmes não tinham som nem cor. O cantor de jazz, de 1927, foi o primeiro filme exibido em cinemas a trazer o som de alguns diálogos e da música cantada no filme. Em 1928, Walt Disney produziu o primeiro desenho animado sonoro, Steamboat Willie, com o personagem Mickey. Os primeiros filmes coloridos de alta qualidade foram feitos na década de 1930.

O público lotava os cinemas nos anos 1940. Com a invenção da televisão, diminuiu o número de espectadores nas salas de cinema, que voltaram a atrair grande público nos anos 1970, para ver filmes de grandes aventuras espaciais como Guerra nas estrelas.

Um grande centro de produção de filmes de cinema se desenvolveu na Índia, no século XX, passando a ser conhecido como “Bollywood”. Em vários períodos, como o país quase não tinha televisões e a maior diversão do povo era o cinema, a cinematografia indiana produziu a maior quantidade de filmes que um só país poderia realizar por ano, no mundo.

No final do século XX, novas tecnologias provocaram grande aprimoramento técnico dos filmes. A gravação digital permitiu maior nitidez de som e imagem. Na gravação digital, as imagens são registradas em fitas especiais de vídeo ou em chips, em vez de em película. Computadores também são utilizados para a produção de efeitos especiais melhores. Alguns filmes, como Toy story (1995), foram feitos inteiramente por computador.

O cinema no Brasil

O cinema chegou ao Brasil em 1896, quando um empresário trouxe para o Rio de Janeiro uma máquina chamada omniógrafo. As exibições eram feitas em uma sala na Rua do Ouvidor. Depois, em 1897, foram chegando outros aparelhos: animatógrafo, cineógrafo, vidamotógrafo, biógrafo, vitascópio e cinematógrafo. As cenas eram chamadas “vistas animadas”. E foi com “vistas animadas” do Rio de Janeiro, feitas por Afonso Segreto com sua câmera de filmar, que teve início o cinema brasileiro. Era o dia 19 de junho de 1898.

De 1908 a 1911, o cinema brasileiro viveu uma fase muito produtiva, mas os filmes eram todos de assuntos naturais. Não se montava uma história com atores. O primeiro registro que existe de um filme montado a partir de uma história ficcional no Brasil é o de Nhô Anastácio chegou de viagem. Era um caipira que chegava ao Rio de Janeiro, ia conhecer seus pontos turísticos, arranjava uma namorada e de repente chegava sua mulher. Tudo virava briga e depois reconciliação. O público dava muita risada, e tudo não durava mais do que quinze minutos. Depois dele vieram muitos filmes com histórias de crimes e de amores apaixonados.

Na sequência, vieram os documentários e os jornais cinematográficos. Mas a ênfase em filmar histórias de crimes continuou, embora o número de produções tenha caído. Depois foi a vez dos filmes inspirados em obras da literatura. Mas as salas de cinema já estavam tomadas pela produção estrangeira e era difícil conseguir espaço para exibir os filmes nacionais. A competição era desigual. Vieram as chanchadas feitas no Rio de Janeiro, filmes que misturavam histórias divertidas e de malandragem com músicas. Em São Paulo, que ficou sem produzir cinema praticamente por dezesseis anos (de 1933 a 1949), a década de 1950 começou animada com a criação da Companhia Vera Cruz, que durou pouco: em 1954 chegava ao fim a maior tentativa brasileira de montar sua indústria cinematográfica. Depois vieram algumas personagens de sucesso, como Mazzaropi — o caipira —, Zé Trindade — o cafajeste bizarro — e os filmes com intenções artísticas, sempre uma marca do cinema nacional. Até chegar ao Cinema Novo, que deu destaque internacional ao cinema produzido no Brasil.

A falta de salas de exibição para a produção nacional é um obstáculo que perdura até hoje, a ponto de ter sido necessária uma lei que obriga as salas de exibição do território brasileiro a reservar dias para a exibição de produções nacionais. Essa obrigatoriedade começou na década de 1930, e deu resultados. Na década de 1950, a cota era de 42 dias. Na década de 1960, de 112. Na década de 1970, passou para 140 dias por ano. De lá para cá, foi diminuindo. Chegou ao século XXI com reserva de 28 dias por ano, sendo que o número de produções brasileiras anuais supera o número de cem filmes.

Ao longo da história, o cinema brasileiro conseguiu alguns destaques internacionais:O cangaceiro (1953) e O pagador de promessas (1962) foram premiados no importante festival de Cannes; Central do Brasil (1998) foi premiado em Berlim e indicado ao Oscar; e Cidade de Deus (2002) teve grande repercussão mundial.

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