O circo é uma forma de arte popular que envolve diferentes tipos de artistas, os quais se agrupam em companhias itinerantes (circulam de cidade em cidade). O artista circense pode ser ginasta, malabarista ou equilibrista, ou ainda é aquele que sabe fazer graça para provocar o riso nas pessoas. Os palhaços arrancam gargalhadas da plateia. Os artistas circenses se arriscam, muitas vezes, em números ousados e treinam animais para atuar juntamente com eles.

Os números circenses geralmente ocorrem no centro de um picadeiro, que é um tipo de arena, com a plateia sentada em bancadas em volta. Nas origens, os circos eram ao ar livre, mas depois surgiram as lonas.

Números circenses

A maioria dos circos sempre teve números com animais. Cavaleiros habilidosos realizam acrobacias sobre um cavalo ou mais ao mesmo tempo. Elefantes fazem poses, sentando-se sobre as patas traseiras. Existem atrações com animais selvagens, como as que envolvem ursos dançarinos e outras em que tigres cruzam arcos de fogo.

Há alguns anos, no entanto, entidades de proteção aos animais começaram a se mobilizar para impedir que esses números aconteçam. Elas consideram essas atrações humilhantes para os animais, que são subjugados para se apresentar. No Brasil, foi aprovada uma lei, em 2009, que proíbe o uso de animais em espetáculos circences. Outros países também aprovaram legislação no mesmo sentido.

As façanhas humanas no picadeiro também fascinam a plateia. Equilibristas se arriscam na corda bamba, trapezistas balançam no trapézio e se lançam no ar, malabaristas fazem girar diversos objetos (pratos, bolas e tochas de fogo), contorcionistas criam as posições mais inusitadas com o próprio corpo, que parece ser de borracha. Há ainda os homens-bala (artistas que são lançados de canhões) e os engolidores de fogo.

Com a cara pintada (também chamada de “máscara”), figurinos espalhafatosos e cheios de trapalhadas, os palhaços são os artistas mais populares dos circos — principalmente dos menores. Entre um número e outro, os palhaços fazem pequenas intervenções, chamadas de “reprises”, para divertir os espectadores e ganhar tempo para que ocorra a troca de aparelhos (o trapézio, por exemplo) entre as atrações.

O mestre de cerimônias, uma figura que tradicionalmente usa botas compridas e uma cartola, anuncia as atrações. Enquanto isso, uma banda anima a plateia.

História

Chineses, gregos e egípcios, entre outras civilizações antigas, já praticavam algum tipo de arte circense. Mas foi na Roma antiga que o circo aproximou-se da arte como a conhecemos hoje. As atrações, no tempo do Império Romano, incluíam corridas de bigas (carros puxado por cavalos), espetáculos com animais adestrados e lutas de gladiadores numa grande arena.

O inglês Philip Astley, um ex-militar, criou o circo moderno em 1768, na Inglaterra. Inicialmente, ele divertia os espectadores com apresentações equestres: fazia diversos truques montado em um cavalo. Depois, ele incluiu palhaços, acrobatas e outros números no espetáculo. Ao percorrer diversos países levando essas atrações, ele espalhou o circo pela Europa.

O circo moderno também cruzou o Atlântico e diferentes companhias circenses se espalharam pelos países da América. Artistas e animais geralmente viajavam de cidade em cidade em trailers ou em trens. Para anunciar a chegada do circo numa localidade, os artistas desfilavam pelas ruas fazendo algazarra para anunciar a estreia do espetáculo.

No Brasil, as artes circenses estiveram originalmente bastante ligadas ao povo cigano. Mas foi no século XIX, com as famílias circenses europeias que vieram para o país, que o circo se disseminou.

O Dia do Circo é comemorado em 27 de março no Brasil, em homenagem ao famoso palhaço Piolin, que nasceu nessa data. Carequinha, Arrelia, Fuzarca e Torresmo foram também palhaços que fizeram muito sucesso na televisão.

Sem animais

Um circo que atrai muita gente nos dias de hoje é o Cirque du Soleil (“Circo do Sol”), originário de Montreal, no Canadá, que tem lonas armadas em diversas cidades do mundo. O Cirque du Soleil não usa animais em suas atrações. Seus espetáculos têm figurinos sofisticados e números tradicionais renovados, sempre amarrados por um enredo. Cores, luzes, música, tudo é integrado ao desempenho de seus artistas, gente do mundo inteiro que faz parte da trupe do Cirque du Soleil.

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