Quando Cristóvão Colombo atravessou o oceano Atlântico em 1492, pensou que tinha chegado ao leste da Ásia. Na realidade, ele tinha aberto aos europeus um novo continente: a América. Muitos outros europeus, na maioria espanhóis, portugueses, franceses e ingleses, seguiram o caminho de Colombo para esse novo mundo.

A América recebeu seu nome não em homenagem a Colombo, mas a Américo Vespúcio. Vespúcio, que era um mercador e navegante italiano, foi uma das primeiras pessoas a se dar conta de que a terra descoberta por Colombo não fazia parte da Ásia.

Navegações marítimas

Vikings

É provável que Colombo não tenha sido o primeiro europeu a chegar à América. Alguns vikings do norte da Europa viajaram para a costa do atual Canadá por volta do ano 1000 d.C., mas não permaneceram lá.

Colombo

Na época de Cristóvão Colombo, os europeus já tinham viajado até o Oriente e percorrido muitas partes da Ásia. Na Europa, muitas pessoas apreciavam os tecidos, as especiarias e os remédios trazidos do Oriente por exploradores e desejavam mais desses artigos. Mas a viagem até a Ásia era longa e cara. Os europeus instruídos sabiam que o mundo era redondo. Por isso, pensavam que, velejando para o oeste, conseguiriam encontrar uma rota mais curta para a Ásia.

Entre 1492 e 1504, Cristóvão Colombo fez quatro travessias de ida e volta no oceano Atlântico. Ele chegou às ilhas da América Central hoje conhecidas como Antilhas e também esteve no solo continental, na América Central e na América do Sul. Colombo nunca chegou à Ásia, mas suas viagens inspiraram muitos outros a continuar tentando alcançá-la por meio da navegação para esse lado do mundo.

Magalhães

O português Fernão de Magalhães realizou o que Colombo tinha sonhado fazer: encontrou uma rota marítima até a Ásia viajando para o oeste. Ele navegou ao longo da costa sul-americana a partir do Brasil e, em 1520, contornou o extremo sul da Argentina e do Chile, entrando no oceano Pacífico. Ali, o navegante português encontrou um arquipélago (grupo de ilhas) ao qual chamou de Terra do Fogo (Tierra del Fuego em espanhol), porque avistou fogueiras feitas pelos índios ao longo da costa. Magalhães morreu nas Filipinas, mas sua tripulação, sob o comando de Juan Sebastián del Cano, continuou a navegar para o oeste. Ela passou pela extremidade sul da África, retornando à Espanha. Essa foi a primeira viagem ao redor do mundo.

Navegações posteriores

Alguns historiadores acreditam que os primeiros navegantes a chegar à costa canadense, partindo das ilhas dos Açores, foram os portugueses João Vaz Corte-Real e Gaspar Corte-Real, antes até da década de 1490. Em 1497, Giovanni Caboto, um navegador italiano a serviço da Inglaterra, chegou à Terra Nova, que hoje faz parte do Canadá. Em 1500, o português Pedro Álvares Cabral foi o primeiro a aportar no Brasil, fazendo uma escala em sua rota de Portugal para a Índia.

Em 1535, o francês Jacques Cartier, depois de atravessar o oceano Atlântico, subiu o rio São Lourenço, também no Canadá. Em 1610, o inglês Henry Hudson chegou até a grande baía do Canadá que hoje se chama baía de Hudson. Ele procurava uma passagem navegável que permitisse chegar ao oceano Pacífico contornando a América do Norte. Essa rota desconhecida passou a ser chamada de Passagem do Noroeste. O primeiro explorador a encontrá-la foi o norueguês Roald Amundsen, apenas em 1906.

A colonização da América

As riquezas do continente americano atraíram muitos colonos imediatamente depois da sua descoberta. Alguns deles trabalhavam por conta própria; outros estavam a serviço de companhias mercantis europeias. Os colonos de ambos os grupos queriam ganhar dinheiro vendendo artigos valiosos para a Europa. Os produtos de maior valor da América do Sul e do México eram o ouro e a prata. Mais ao norte, os bens mais valiosos eram peles de animais. No Brasil, na primeira fase da colonização, antes da descoberta do ouro, buscava-se principalmente a madeira da árvore chamada pau-brasil.

Quando os europeus começaram a povoar a América, depararam-se com os nativos americanos, ou índios. Em muitos casos, suas relações com eles foram amistosas. Mas, à medida que os europeus foram tomando mais terras pela força, os indígenas se revoltaram. As guerras entre colonos e nativos deixaram milhares de mortos, e muitos mais índios ainda morreram de varíola e de outras doenças trazidas pelos europeus.

Enquanto isso, os colonos europeus começaram a plantar os alimentos cultivados pelos indígenas, como o milho, a batata, a abóbora, a abobrinha, o amendoim e o tabaco. Os europeus trouxeram para a América plantas como a cana-de-açúcar e o café, descobrindo que elas se desenvolviam bem no novo continente. Alguns europeus formaram grandes fazendas e vendiam sua produção para a Europa.

Alguns dos primeiros fazendeiros europeus capturaram índios e os forçaram a trabalhar como escravos. Os índios acabaram sendo substituídos por escravos trazidos da África. A partir de 1502, os portugueses trouxeram africanos escravizados para trabalhar no Brasil. Os ingleses também eram ativos mercadores de escravos. O comércio de escravos só terminou no final do século XIX.

A colônia portuguesa

Os portugueses estiveram entre os primeiros colonizadores das Américas. Suas colônias se mantiveram unidas, formando um único país, o Brasil, na América do Sul. O contrário aconteceu com o território colonizado pelos espanhóis, por exemplo, que se fragmentou em inúmeros países.

As colônias espanholas

Os primeiros assentamentos espanhóis foram criados nas Antilhas, na América Central. Os espanhóis fundaram São Domingos, na ilha de Hispaniola, em 1496. Essa foi a primeira capital do império colonial espanhol, chamado Nova Espanha.

Em 1513, Vasco de Balboa atravessou a parte continental da América Central, tornando-se o primeiro europeu a ver o oceano Pacífico desde a América. Seis anos mais tarde, Fernão Cortés lançou seu primeiro ataque contra o Império Asteca, no México. Em 1533, Francisco Pizarro conquistou o Peru do povo inca, na América do Sul. Os espanhóis tomaram ouro e prata dos impérios indígenas e os enviaram à Espanha.

O império colonial espanhol tornou-se o maior da América. No apogeu, incluía o México inteiro, a parte continental da América Central e todas as maiores ilhas caribenhas, uma grande porção da América do Sul, a Flórida e um quarto do território que hoje constitui os Estados Unidos, na atual região sudoeste do país.

As colônias inglesas

As colônias inglesas mais importantes ficavam na costa atlântica da América do Norte. Em 1607, mercadores da Companhia da Virgínia fundaram Jamestown, que se tornou o primeiro assentamento inglês permanente na América do Norte.

Pouco depois, outros colonos ingleses fundaram a colônia de Plymouth e a colônia da Baía de Massachusetts, na região chamada Nova Inglaterra. Essas colônias eram incomuns, porque foram construídas por outras razões além do desejo de ganhar dinheiro. Seus fundadores queriam liberdade para praticar suas formas próprias de cristianismo, o que não podiam fazer na Europa.

Os ingleses também colonizaram outras partes da América. A partir de 1670, os comerciantes ingleses da Companhia da Baía de Hudson fundaram entrepostos comerciais no Canadá. No mar do Caribe, a Inglaterra tinha assentamentos em várias ilhas. A maior delas era a Jamaica, que a Inglaterra tomou da Espanha em 1655. Os ingleses colonizaram Belize, na América Central, em 1638. Em 1831, algumas colônias espalhadas por um território no norte da América do Sul se uniram para formar a Guiana Inglesa (atual Guiana).

As colônias francesas

Os assentamentos formados por franceses na América do Norte tinham o nome de Nova França, e a maioria ficava no atual Canadá. Os franceses realizaram muitas explorações, fazendo amizade com os índios. Também ergueram fortes e entrepostos comerciais. O comércio de peles de animais tornou-se a base da economia da Nova França. No final do século XVII e no início do XVIII, os franceses se apossaram de muitos entrepostos comerciais da Companhia da Baía de Hudson.

Em 1608, Samuel de Champlain fundou Quebec, o primeiro assentamento francês permanente. O explorador francês Robert Cavelier de La Salle desceu o rio Mississípi em 1682 e tomou posse de todas as terras banhadas pelo rio.

A França também conquistou algumas ilhas ou partes delas no mar do Caribe, incluindo o atual Haiti. Em meados do século XVII, os franceses fundaram a Guiana Francesa na costa nordeste da América do Sul.

França e Inglaterra (que em 1707 se uniu à Escócia para formar a Grã-Bretanha) se enfrentaram várias vezes na disputa por terras da América do Norte. Uma dessas disputas ficou conhecida como Guerra Franco-Indígena. No final desse confronto, em 1763, a Grã-Bretanha conquistou o Canadá francês, além de todos os territórios franceses a leste do rio Mississípi. Em 1803, a França vendeu aos Estados Unidos os territórios mais a oeste que ainda tinha.

Outras colônias

Por volta de 1626, os holandeses fundaram um assentamento na América do Norte chamado Nova Amsterdã. Antes disso, os suecos já tinham ficado por pouco tempo nesse mesmo local. Os ingleses tomaram Nova Amsterdã em 1664 e mudaram seu nome para Nova York. Em troca desse território, entregaram parte da Guiana aos holandeses, que ali constituíram a Guiana Holandesa (atual Suriname). Os holandeses também colonizaram diversas ilhas no Caribe, que ainda hoje permanecem ligadas administrativamente à metrópole europeia.

A Rússia chegou à América do Norte pelo oeste. Os russos criaram seu primeiro assentamento permanente no Alasca em 1784, comerciando peles em regiões ao sul, inclusive na Califórnia. Chegaram a estabelecer-se onde hoje fica a cidade de San Diego, na fronteira dos Estados Unidos com o México. Em 1867, a Rússia vendeu o Alasca aos Estados Unidos. Os americanos também fizeram um acordo com os russos para ficar com o território que hoje corresponde ao estado do Oregon, no noroeste dos Estados Unidos.

O fim do colonialismo

A maioria das colônias das Américas do Norte, Central e do Sul conquistou sua independência entre 1776 e 1826. Várias ilhas, entretanto, continuam a ser colônias até hoje.

Em 1823, o presidente americano James Monroe emitiu uma declaração que ficou conhecida como Doutrina Monroe, afirmando que os países europeus já não eram bem-vindos para estabelecer colônias nas Américas.

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