O comércio consiste na compra e na venda de bens e de serviços. Os bens são os objetos que as pessoas cultivam ou fabricam, por exemplo: alimentos, roupas e computadores. Os serviços são atividades que as pessoas desempenham, por exemplo: serviços bancários, de transportes ou na área da saúde.

O comércio exige sempre os dois lados: um que queira comprar, outro que pretenda vender. As relações comerciais existem desde os tempos pré-históricos. Hoje, a maior parte dos países pratica o comércio internacional — isto é, faz comércio com outros países, próximos ou distantes.

As razões do comércio

O comércio acontece porque as pessoas precisam, ou simplesmente desejam, adquirir bens. No caso dos serviços, as pessoas recorrem a profissionais que consigam realizar aquilo que elas não têm tempo ou conhecimento técnico para fazer. O comércio entre países acontece por razões similares. Por exemplo, alguns países têm recursos, como o petróleo, ou técnicas, como a fabricação de automóveis, que outros países compram.

Tanto as pessoas quanto os países buscam se beneficiar com o comércio. As famílias tentam sempre fazer com que suas despesas com mercadorias e serviços sejam menores que seus ganhos. Os países procuram manter o equilíbrio entre as importações (aquilo que compram) e as exportações (aquilo que vendem) em suas relações comerciais com outras nações.

Limites do comércio

Em algumas economias, o governo controla o comércio. Em outras, o governo autoriza as empresas a praticar o comércio de forma mais livre. Contudo, mesmo no livre-comércio, são necessários alguns controles. Por exemplo: proibir a venda de produtos perigosos ou ilegais. Há também leis para impedir que as empresas formem monopólios. Um monopólio ocorre quando uma companhia tem tanto controle sobre determinado tipo de bem ou serviço que nenhuma outra empresa consegue competir com ela e ganhar dinheiro vendendo o mesmo tipo de serviço ou bem.

Alguns países também limitam o comércio com outros países. As nações podem cobrar tarifas, ou impostos especiais, sobre os bens estrangeiros. Podem também impor cotas, ou limites, em relação à quantidade de bens importados.

Livre-comércio

No século XX, muitos países tentaram eliminar as barreiras comerciais. Alguns formaram blocos de comércio, ou seja, grupos de países que exercem o livre-comércio entre si. Entre esses blocos estão o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA), a União Europeia e o Mercosul. Além disso, cerca de 150 países integram a Organização Mundial do Comércio (OMC). A OMC promove o livre-comércio no mundo todo, servindo de juiz quando surgem conflitos comerciais entre um país e outro.

O fim dos limites impostos ao comércio favoreceu o crescimento do comércio internacional. Porém, alguns questionam a ideia do livre-comércio. Sem a imposição de limites, teme-se que as companhias internacionais paguem mal os trabalhadores e poluam o meio ambiente.

História

O comércio se desenvolveu junto com a civilização. Antes do ano 2.000 a.C., os povos das primeiras civilizações da Mesopotâmia, do antigo Egito e do vale do rio Indo, no Paquistão, já realizavam comércio entre si e com outros povos. Com o decorrer do tempo, as civilizações construíram rotas comerciais. Elas usavam esses caminhos para o transporte de especiarias, sal, ouro e outros bens. As rotas comerciais abrangiam longas distâncias e passavam pela terra e pelo mar.

No século XV, os europeus começaram a explorar o mar, tentando encontrar novas rotas para a Ásia. Alguns exploraram a costa da África. Outros cruzaram o oceano Atlântico, indo para a América. No século XVII, Portugal, Espanha, Inglaterra, França e Holanda já haviam estabelecido colônias no mundo todo.

No século XVIII, começou a Revolução Industrial. Nessa época, as pessoas inventaram máquinas para produzir bens nas fábricas. Isso desenvolveu a fabricação e o transporte de mercadorias, e o comércio cresceu. Logo um tipo de capitalismo chamado laissez-faire se difundiu. Laissez-faire é uma expressão francesa que significa “deixe fazer”. Isso queria dizer que os governos não deveriam interferir no comércio e nas atividades comerciais. Ele deixava que as companhias fizessem o que quisessem, e muitos empresários enriqueceram com isso.

Os trabalhadores logo iniciaram movimentos em protesto contra as condições de trabalho impostas pelas empresas ricas. No começo do século XX, dois fatos levaram ao declínio do comércio: a Primeira Guerra Mundial (1914–18) e a Grande Depressão, que teve início em 1929 e se estendeu por praticamente dez anos. Muitos governos começaram a concordar com os trabalhadores e a controlar o comércio de maneira mais firme. A ideia do livre-comércio voltou a se popularizar logo após a Segunda Guerra Mundial (1939–45).

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