O comunismo é uma doutrina econômica e política que acabou se expressando, na prática, por um tipo de governo e um sistema econômico (uma forma de criar e repartir riqueza). Num sistema comunista, os indivíduos não possuem terra, fábricas nem maquinários. Tudo é do governo ou da comunidade. Todos devem compartilhar a riqueza que criam.

Karl Marx

No século XIX, muitos países seguiam o sistema econômico chamado capitalismo. Sob esse sistema, indivíduos chamados capitalistas possuem propriedades e empresas. Alguns capitalistas tornaram-se ricos, mas pagavam muito pouco a seus trabalhadores, que se sentiam explorados. Por isso, muitos trabalhadores começaram a defender as ideias do socialismo. Num sistema socialista, o dono das empresas é o governo, que tenta dividir a riqueza de forma mais justa entre o povo. O bem-estar geral da população é o objetivo maior. Karl Marx, um pensador alemão do século XIX, levou os ideais socialistas um passo à frente. As ideias de Marx e de outro pensador alemão, Friedrich Engels, transformaram-se nas bases do comunismo.

Marx chamou o conjunto dos trabalhadores de proletariado. Ele pensava que um dia os trabalhadores poderiam liderar uma revolução e derrubar o capitalismo, que os oprimia. Depois de assumir o poder, o proletariado se tornaria a nova classe governante. Inicialmente seria estabelecida uma “ditadura do proletariado”, para derrotar toda e qualquer oposição. Então a verdadeira sociedade comunista se desenvolveria, trazendo com ela a propriedade em comum de todos os bens e o fim do governo, que não seria mais necessário. O povo trabalharia para produzir riquezas de acordo com suas capacidades. Os frutos da prosperidade seriam divididos de acordo com as necessidades de cada um.

Governos comunistas

A Revolução Russa de 1917 foi a primeira a instalar um governo comunista em um país. Um líder chamado Vladimir Lênin criou um partido político para pôr as ideias de Marx em prática. Esse partido, mais tarde chamado Partido Comunista, organizou um novo país chamado União Soviética.

Após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, a União Soviética estimulou muitos países do leste europeu a estabelecer governos comunistas. Os Estados Unidos e seus aliados opuseram-se à ampliação do território controlado pelo comunismo. Uma disputa chamada Guerra Fria se estabeleceu entre os dois lados.

As ideias comunistas se espalharam. Na China, em 1949, o Partido Comunista assumiu o poder. Da mesma forma, Cuba (na América Central), após uma revolução que deu fim a uma ditadura, implantou também um governo comunista. O Vietnã (no sudeste da Ásia), após o fim da guerra contra os Estados Unidos, também optou pelo comunismo. Outros países ainda adotaram esse regime na Ásia (como o Camboja e a Coreia do Norte) e na África (a exemplo de Angola).

No fim do século XX, porém, o comunismo perdeu muito espaço. Entre 1989 e 1991, os governos comunistas da União Soviética e do leste europeu ruíram. O governo comunista da China se mantém no século XXI, mas o país deu alguns passos para abrir sua economia a novas ideias.

O movimento comunista no Brasil

No Brasil, o Partido Comunista foi fundado em 1922, mas até 1988 havia passado apenas cinco anos na legalidade. Isso significa que, durante quase todo o século XX, ser comunista no Brasil era crime. O principal nome do partido no Brasil foi Luís Carlos Prestes, capitão do exército brasileiro e líder tenentista que aderiu às ideias comunistas. Entre 1925 e 1927, ele comandou, ao lado de Miguel Costa, a Coluna Prestes, que percorreu 25 mil quilômetros pelo interior do Brasil, pregando reformas políticas e sociais no País.

Com o fim da Coluna, Prestes foi estudar marxismo na União Soviética. Em 1935, comandou a Intentona Comunista, uma tentativa de revolução contra o governo de Getúlio Vargas. Luís Carlos Prestes foi secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro (PCB) de 1943 a 1983. Em 1962 o PCB se dividiu, dando origem a uma nova sigla partidária — o Partido Comunista do Brasil. Prestes morreu em 1990.

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