Conquistador é o nome dado a qualquer um dos líderes da conquista espanhola da América, especialmente do México e do Peru, no século XVI. Esses conquistadores navegaram para o continente americano com certos objetivos em mente: conquistar os povos nativos, difundir o cristianismo e procurar ouro, prata e outros tesouros. Em muitos casos, os conquistadores brutalmente escravizaram e mataram milhares de povos nativos. Muitos índios morreram devido às doenças transmitidas pelos europeus como a gripe, varíola e sarampo — eles não tinham desenvolvido os anticorpos contra as enfermidades trazidas da Europa.

Um dos mais famosos conquistadores foi Fernão Cortés, ou Cortez (conhecido em espanhol como Hernán ou Hernando Cortés), que liderou uma expedição contra o Império Asteca (atual México). Em 1519, Cortés montou um acampamento base em Veracruz (sul do México) para se preparar para um avanço para o interior. Ele marchou com cerca de 400 homens e assegurou uma aliança com a cidade independente de Tlaxcala — depois de derrotar o povo tlaxcalteca em uma batalha, Cortés fez deles seus aliados. Os tlaxcaltecas e outras tribos não gostavam das exigências astecas por sacrifícios e riquezas. Com a ajuda dos tlaxcaltecas, Cortés conquistou a capital asteca de Tenochtitlán (hoje Cidade do México) em 13 de agosto de 1521, marcando o fim do Império Asteca.

Entre 1522 e 1524, foram conquistadas Michoacán e as regiões costeiras do Pacífico. Em 1524, as expedições lideradas por Pedro de Alvarado e Cristóbal de Olid, respectivamente, foram enviadas para a uma região habitada pelos maias, na atual Guatemala e Honduras.

A conquista do Império Inca (atual Peru) foi liderada por Francisco Pizarro e Diego de Almagro, aventureiros da Espanha, que tinham originalmente se assentado no Panamá. Pizarro partiu para o Peru em 1531, com 180 homens e 37 cavalos. Aproveitando-se de uma guerra civil entre os nativos, Pizarro capturou e matou o rei dos incas, Atahualpa. Em seguida, o espanhol conquistou todo o território que constitui o atual Peru. Quando Almagro chegou do Panamá, os homens e suas forças conquistaram a capital de Cuzco, em novembro de 1533. Pizarro fundou uma nova capital, Lima, em 1535. Enquanto isso, Alvarado chegou da Guatemala com a intenção de capturar Quito, mas ele foi convencido de vender seu exército e navios para Almagro e Pizarro.

Mais tarde, os conquistadores criaram dois bandos: o dos pizarristas e o dos almagristas. Almagro foi derrotado numa batalha em 1538. Três anos mais tarde, Almagro participou de um motim contra Pizarro e este foi assassinado.

O domínio espanhol foi prorrogado por uma série de expedições desde o Peru, incluindo uma liderada por Sebastián de Belalcázar à atual Colômbia. Ele teve que dividir seu domínio com Gonzalo Jiménez de Quesada, que tinha marchado para o interior da costa do Caribe. Pedro de Valdivia explorou o Chile, fundando a cidade de Santiago em 1541.

Os conquistadores, que estavam mais interessados no ouro e nas lutas do que governar, foram rapidamente substituídos por administradores e colonos da Espanha. Ordens religiosas, como as dos jesuítas e dominicanos, tiveram também um papel importante na colonização. No entanto, os conquistadores foram os líderes na difusão da cultura espanhola em toda a América do Sul, América Central e regiões do sul da América do Norte.

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