Sem luz não há cor. Quando enxergam cores, as pessoas na verdade estão vendo diferentes tipos de luz difundida por objetos.

Cor e luz

A luz se move em ondas. Para descrever as cores, os cientistas observam os diferentes comprimentos dessas ondas. Algumas ondas de luz são longas, enquanto outras são curtas. A luz de comprimentos de onda variados aparece como diversas cores. A luz vermelha, por exemplo, tem um comprimento de onda longo, ao passo que a luz violeta tem comprimento de onda curto. Normalmente, todos os comprimentos de onda, ou cores, viajam juntos como a luz branca.

Quando a luz branca atravessa um vidro especial chamado prisma, a luz muda de direção e se divide. Comprimentos de onda mais curtos (violeta, azul e verde) se curvam mais do que os mais longos (amarelo, laranja e vermelho). Tal curvatura faz a luz branca se dividir nas cores do arco-íris.

A luz branca também se separa em diferentes cores ao atingir objetos. Por exemplo, quando a luz atinge um tomate maduro, os comprimentos de onda vermelhos são os que o tomate reflete mais; todas as outras cores são absorvidas por ele. É por isso que enxergamos a cor vermelha ao olhar para um tomate.

Misturas de cores

Existem três cores de luz — vermelho, azul e verde — que podem ser combinadas para criar qualquer outra cor. Por exemplo, se um feixe de luz verde brilha sobre outro de luz vermelha, surge a luz amarela. Por isso, o vermelho, o azul e o verde são chamados de cores elementares da luz. As misturas entre eles produzem todas as outras cores.

Para que haja cores em livros impressos, usam-se tintas. Assim como corantes, cosméticos e lápis, a tinta tem cores provenientes de pigmentos, que são substâncias que refletem certas cores da luz. As três cores elementares dos pigmentos são o magenta (cor entre o vermelho e o cor-de-rosa), o amarelo e o ciano (um azul esverdeado). Diferentes misturas dessas cores podem gerar todas as outras. A tinta ciano misturada com a amarela, por exemplo, produz o verde.

A visão das cores

Existem células nos olhos, chamadas cones, que nos permitem enxergar as cores. Cada tipo de cone absorve uma cor diferente. Algumas pessoas são daltônicas, ou seja, não conseguem identificar determinadas cores. Geralmente, os daltônicos confundem certas cores, como o vermelho e o verde.

Segundo cientistas, símios e macacos, que são considerados primatas inferiores, podem ver cores da mesma maneira que os seres humanos. Outros mamíferos, como os gatos, podem não enxergar algumas cores, ou ver tudo em preto e branco. Aparentemente, aves e peixes conseguem reconhecer as cores. Cientistas acham que abelhas podem ver cores ultravioleta (as quais têm comprimento de onda mais curto que o violeta). As cores desse tipo, assim como as cores infravermelhas (com comprimento de onda maior que o vermelho), são invisíveis para os humanos.

As cores podem alertar os animais para coisas importantes em seu ambiente. Uma flor colorida atrai certos insetos, pois pode servir de alimento para eles. Por sua vez, eles podem ajudar a flor a espalhar seu pólen para gerar novas flores. Pela cor, os seres humanos conseguem perceber se certas frutas estão maduras para o consumo. Uma ave colorida pode atrair o sexo oposto. As cores também contribuem para a sobrevivência de muitas plantas e animais. Por exemplo, alguns animais têm cores ou marcas semelhantes aos do habitat em que vivem, o que os ajuda a se esconder de outros que possam atacá-los.

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