O correio é um sistema utilizado para enviar correspondências (cartas e pacotes) de um lugar a outro. Hoje em dia, é possível enviar correspondências para quase qualquer lugar do mundo.

Como funciona o correio

A pessoa que manda a correspondência é chamada de remetente. A que a recebe é o destinatário. Para o envio, é preciso pagar uma taxa, que varia conforme o peso da correspondência e o tempo de entrega.

Quando o remetente tem selos em casa e deseja enviar um envelope leve e pequeno — por exemplo, um cartão de Natal ou de aniversário —, pode colar o selo no envelope e depositá-lo em caixas de coleta que existem espalhadas por algumas cidades. Se o lugar onde a pessoa mora não tem caixas de coleta, ela precisa ir até uma agência de correio. A agência também é necessária quando o remetente deseja enviar um pacote pesado ou de grandes dimensões, ou então mandar correspondência para outros países.

Nas agências, os funcionários recebem toda a correspondência postada e fazem a triagem dela, isto é, separam-na de acordo com critérios de seleção. O primeiro critério é o tamanho. No caso dos envelopes, os selos são carimbados ou passam por uma máquina que os chancela — ou seja, que imprime linhas sobre eles, para que não possam ser reutilizados. A máquina também imprime a data, a hora e o lugar em que o objeto foi carimbado. Isso é chamado de carimbo postal.

Em seguida, os itens são separados de acordo com o destino, ou seja, os lugares para onde serão enviados. Isso pode ser feito à mão ou com a ajuda de máquinas. O Código de Endereçamento Postal (CEP) facilita essa tarefa. Toda cidade tem seu CEP. Se a cidade é muito grande, cada rua ou área tem também o seu. Os funcionários amarram em feixes as correspondências já separadas por destino e as colocam dentro de bolsas resistentes.

Caminhões, trens, navios e aviões ajudam a levar as correspondências a seus destinos. Funcionários postais de todo o mundo cooperam para que os objetos possam transitar entre países. Após chegar à cidade correta, os itens são levados aos endereços pelos carteiros, que podem fazer as entregas a pé, de bicicleta ou em pequenas caminhonetes.

História

Os serviços postais são um método importante de comunicação há milhares de anos. O Egito tinha um serviço de correio já em 2000 a.C. Cerca de mil anos mais tarde, os chineses usavam homens a cavalo para entregar correspondências. Durante séculos, esse foi um serviço realizado pelos governos.

Por volta do século XIII d.C., porém, o comércio entre países distantes começou a crescer. Grupos de banqueiros e donos de empresas criaram seus serviços postais próprios, para trocar correspondências ligadas ao comércio. Cidades, grupos de trabalhadores, associações religiosas e universidades também organizaram sistemas para enviar e receber correspondências.

Nos séculos XVI e XVII, a maioria dos correios privados deixou de existir, e os governos nacionais passaram a responsabilizar-se por boa parte dos serviços postais. Na maioria dos países o correio ainda é administrado pelo governo nacional. Desde o início da década de 1970, empresas privadas também passaram a oferecer alguns serviços, especialmente entregas de caixas e outros volumes grandes. Nos anos 1990, muitas pessoas começaram a enviar mensagens por fax ou e-mail, em lugar de cartas. Porém há quem ainda prefira usar os correios, especialmente quando deseja enviar informações importantes ou sigilosas.

Antes da invenção do telefone e da internet, as cartas eram o principal meio de contato entre as pessoas que viviam distantes umas das outras. Cartas de amor, mensagens de negócios, trocas de ideias — tudo circulava pelo correio. Há alguns livros que reproduzem a troca de correspondência entre pessoas famosas — por exemplo, as cartas trocadas entre o pintor Vincent van Gogh e seu irmão Theo, e entre Clarice Lispector e outros escritores e artistas.

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