O cravo-da-índia (Syzygium aromaticum) é uma árvore tropical sempre-verde da família das mirtáceas. Tem pequenas flores em forma de botão que, quando desidratas, são usadas como especiaria, para fins medicinais e cosméticos. O cravo-da-índia tem um forte aroma e é picante no paladar. É usado em muitos alimentos, especialmente em carnes, produtos de panificação e doces. Em muitos países é um ingrediente característico das receitas natalinas.

Acredita-se que o cravo-da-índia é originaria das ilhas Molucas, chamadas pelos exploradores europeus ilhas das Especiarias, na Indonésia. A ilha de Zanzibar, que faz parte da Tanzânia, é o maior produtor mundial de cravo. Madagascar e Indonésia são também produtores. No Brasil, a Bahia é o principal produtor comercial.

A árvore de cravo é uma sempre-verde que cresce entre uns 8 a 12 metros de altura. Suas folhas pontilhadas são pequenas, simples e opostas. As árvores são geralmente propagadas a partir de sementes que são plantadas em áreas sombreadas. A floração começa no quinto ano. Uma árvore pode produzir anualmente até 34 quilos de brotos secos. Os botões são escolhidos à mão no final do verão e do inverno e depois são secados ao sol.

Os cravos variam em comprimento desde cerca de 13 a 19 milímetros. Eles contêm um óleo essencial, do qual os componentes principais são o eugenol e o óleo aromático. O eugenol é extraído por destilação para se obter o óleo de cravo. Este óleo é utilizado para preparar um anestésico local para dores de dente. O eugenol é utilizado em germicidas, perfumes e como um edulcorante.

Já na Antigüidade, na China usava-se o dente de cravo para perfumar o hálito. Durante a Idade Média, os cravos eram utilizados na Europa para preservar, temperar e decorar alimentos. Essa e outras especiarias tinham grande valor num tempo em que não havia geladeira e era preciso disfarçar o gosto do que já estava se deteriorando. Também, na falta de uma moeda com valor de troca entre os diferentes povos, algumas das especiarias, como o cravo, tinham valor de ouro nas operações comerciais. No século XVI, o cultivo de cravo foi quase totalmente confinado à Indonésia, e no início do século XVII os holandeses erradicaram os cravos em todas as ilhas, exceto nas ilhas de Amboina e Ternate, no arquipélago das Molucas, a fim de criar escassez e manter os preços elevados. Na segunda metade do século XVIII os franceses contrabandearam o cravo das Índias Orientais para as ilhas do oceano Índico e do Novo Mundo, quebrando o monopólio holandês.

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