O cristianismo é a religião que tem o maior número de seguidores no mundo: cerca de 2 bilhões de fiéis. A religião cristã se baseia na vida, na morte e nos ensinamentos de Jesus de Nazaré. O cristianismo tem três ramos principais: o catolicismo, a ortodoxia e o protestantismo.

Crenças

A principal crença do cristianismo é a de que Jesus é o Cristo – ou seja, o escolhido, enviado por Deus para salvar os seres humanos. Os cristãos acreditam que Jesus precisou sofrer, morrer e ressuscitar (voltar a viver depois de morto) para redimir os pecados das pessoas. Os cristãos veem na nova vida de Jesus após a morte uma esperança de também obter a vida eterna.

Os cristãos também acreditam na Santíssima Trindade. A Trindade (que significa “grupo de três”) é a ideia de que Deus tem três pessoas: o Pai, o Filho (Jesus) e o Espírito Santo. O Espírito Santo é visto como um auxiliar ou orientador enviado para guiar e ensinar os seres humanos.

A sagrada escritura do cristianismo é a Bíblia. Ela tem dois livros: o Velho Testamento (ou Bíblia hebraica) e o Novo Testamento, que conta a história de Jesus.

Práticas

O amor a Deus é o centro da vida cristã e está acima de tudo. O cristianismo também diz às pessoas que elas devem amar o próximo, perdoar, ser humildes e ser gentis.

Muitos cristãos frequentam a igreja, principalmente aos domingos. Nas missas ou cultos cristãos há cantos, leituras da Bíblia e um sermão, que é um discurso feito por um padre ou um pastor. As missas incluem uma cerimônia chamada comunhão. Nela, os membros da Igreja comem pão e bebem vinho, ou, mais comumente, recebem a hóstia, um disco fino e leve feito de massa não fermentada. Com esse ritual, os fiéis recordam a última ceia que Jesus compartilhou com seus seguidores diretos, os apóstolos.

História

Jesus e seus seguidores

O cristianismo surgiu a partir do judaísmo, no Oriente Médio. Por volta de 29 d.C., um judeu chamado Jesus começou a pregar na Galileia. Ele atraiu muitos seguidores por causa de seus poderes de cura e de seus ensinamentos religiosos. Mas as pessoas que estavam no poder tinham medo de que ele pudesse liderar uma revolta e o condenaram à morte. A Bíblia conta que Jesus voltou três dias depois de morrer, passou quarenta dias na Terra e depois foi levado aos céus.

Por muitos anos, os seguidores de Jesus continuaram a praticar a religião do mesmo modo que os judeus, com exceção do fato de que acreditavam que Jesus era o salvador enviado por Deus. No primeiro século depois de Cristo, um missionário chamado Paulo ajudou a separar o cristianismo e o judaísmo em duas religiões diferentes.

Expansão do cristianismo

Para ajudar a difundir os ensinamentos de Jesus, alguns dos primeiros cristãos escreveram sobre ele. Os escritos de quatro homens — Mateus, Marcos, Lucas e João — foram escolhidos para constituir os relatos-padrão sobre a vida e os ensinamentos de Jesus. Hoje, essas narrativas, chamadas evangelhos, fazem parte do Novo Testamento.

Nos primeiros anos da Igreja, o Império Romano controlava a maior parte da região mediterrânea. A vida dos cristãos que viviam no império era difícil e perigosa. Eles eram maltratados por causa de suas crenças. No entanto, em 312 d.C., o imperador romano se converteu ao cristianismo. No final do século IV, o cristianismo já era a religião oficial do império. Esse poder ajudou a assegurar o lugar do cristianismo no mundo.

O cristianismo na Idade Média

O cristianismo continuou a se fortalecer durante a Idade Média, entre 500 e 1500 d.C. aproximadamente. Seus líderes se tornaram ricos e poderosos, e a Igreja era a principal instituição cultural da Europa.

Porém, à medida que se difundia, o cristianismo não conseguiu se manter unido. Em 1054, a Igreja oriental de Constantinopla se separou da Igreja ocidental, sediada em Roma, por causa de diferenças de crenças e práticas. Essa separação criou as Igrejas ortodoxas, na Europa oriental e no oeste da Ásia, e a Igreja Católica Apostólica Romana, no centro e no oeste europeus.

As Cruzadas foram outro acontecimento importante no mundo cristão. No século XI, o império turco muçulmano conquistou o sudoeste da Ásia, no qual se localizam os lugares relacionados à vida de Jesus. Nos dois séculos seguintes, exércitos de cristãos europeus lutaram contra as forças muçulmanas no Oriente Médio, na tentativa de retomar a Terra Santa.

Período moderno

No século XVI, um padre católico alemão chamado Martinho Lutero começou a questionar certas práticas e vários ensinamentos da Igreja Católica. As críticas de Lutero ajudaram a dar início a uma revolução religiosa conhecida como Reforma. Como resultado, muitos reformadores acabaram criando as primeiras Igrejas protestantes.

Com o florescimento do cristianismo na Europa, os fiéis passaram a acreditar que sua religião precisava ser ensinada a pessoas em outras partes do mundo. Desde o começo do século XVI até hoje, missionários cristãos levam sua fé a partes da África, da Ásia e da América. Esses esforços ajudaram a fazer do cristianismo a religião mais difundida no mundo.

Translate this page

Choose a language from the menu above to view a computer-translated version of this page. Please note: Text within images is not translated, some features may not work properly after translation, and the translation may not accurately convey the intended meaning. Britannica does not review the converted text.

After translating an article, all tools except font up/font down will be disabled. To re-enable the tools or to convert back to English, click "view original" on the Google Translate toolbar.