A cuíca é um instrumento musical. Sua forma lembra um barrilzinho, mas ela não tem fundo. Isso é fundamental para que se possa enfiar a mão e fazer soar uma haste de madeira que se prende ao tampo de couro.

De sonoridade muito peculiar, como se fosse um grito ou um gemido, a cuíca é bastante utilizada no samba e também nas cerimônias de candomblé e de uma religião afro-brasileira chamada macumba. Segundo o pesquisador Luís da Câmara Cascudo, ela foi trazida ao Brasil pelos escravos bantos. Na língua banta, o nome da cuíca era “rugido do leão”. Há muitos anos a cuíca foi incorporada às baterias das escolas de samba que desfilam no Carnaval.

Para que ela emita o som de maneira adequada, o músico deve esfregar levemente a haste com ajuda de um pano úmido, ao mesmo tempo em que aperta com os dedos a membrana de couro do tampo. Quanto mais perto do centro da cuíca for feita a fricção da haste, mais agudo será o som do instrumento. Embora pareça simples, tocar cuíca exige treino, pois não é fácil encontrar o ponto certo de pressão nem de fricção para fazê-la “roncar”. E, já que pode “roncar”, a cuíca é chamada às vezes de roncador, sendo também conhecida como puíta e tambor-onça.

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