O dalai-lama é o líder do principal ramo da religião conhecida como budismo tibetano. Os budistas tibetanos acham que o dalai-lama é o deus da compaixão, que vem para a Terra a fim de ajudar as pessoas. Até 1959 o dalai-lama também era o governante supremo do Tibete.

O budismo tibetano é uma forma de budismo que começou no Tibete cerca de 1.400 anos atrás. Seus seguidores acreditam na reencarnação — ou seja, na ideia de que depois da morte a alma da pessoa renasce em outro corpo. Eles acham que cada dalai-lama é uma reencarnação do primeiro deles, que morreu em 1475.

Quando morre um dalai-lama, os líderes budistas tibetanos usam vários meios para descobrir em quem ele irá renascer. Por exemplo, consultam um oráculo, que é uma pessoa santa supostamente portadora de uma mensagem de um deus. Os líderes procuram uma criança nascida logo depois da morte do dalai-lama anterior. A criança precisa passar por muitos testes para provar que é o dalai-lama.

O atual dalai-lama, Tenzin Gyatso, é 14° dalai-lama. Ele nasceu em 1935, numa família de camponeses. Antes do seu quinto aniversário, recebeu o título de dalai-lama. Em 1950, tornou-se o chefe do governo do Tibete. Embora a região fizesse parte da China desde havia alguns séculos, naquela época havia adquirido certo grau de autonomia. Mas naquele mesmo ano os chineses entraram no Tibete e reassumiram o controle da área. Em 1959, eles mataram mais de 80 mil tibetanos que estavam protestando contra o controle chinês. O dalai-lama e alguns seguidores fugiram para a Índia e se estabeleceram nas montanhas, em Dharmsala, onde instalaram um governo do Tibete no exílio.

O 14° dalai-lama viaja pelo mundo para falar sobre a paz e o desejo de independência política dos tibetanos. Em 1989, ele ganhou o Prêmio Nobel da Paz, por sua atuação não violenta na campanha pelo fim do controle chinês do Tibete. Na primeira década do século XXI, o dalai-lama propôs que o seu sucessor seja escolhido por ele em vez de ser eleito pela reencarnação; a idéia foi rejeitada pelo governo chinês, que declarou que se devia manter a tradição na escolha do dalai-lama. Em 2011, o dalai-lama renunciou ao cargo de chefe do governo do Tibete no exílio.

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