Sempre que as pessoas pagam por bens ou serviços, elas usam algum tipo de dinheiro. O dinheiro pode ser praticamente qualquer coisa, desde que todos estejam de acordo quanto a seu valor. Uma das primeiras formas de dinheiro foram os metais, como o ouro ou a prata. Na América do Norte, os indígenas usavam contas de búzios, chamadas wampum, como dinheiro ou moeda de troca.

Como funciona o dinheiro

Antes de existir o dinheiro, as pessoas praticavam o escambo, ou seja, faziam o comércio de mercadorias por meio de um sistema de trocas. Por exemplo, uma pessoa poderia trocar cinco cabras por uma vaca. Mas o escambo nem sempre era simples. As pessoas envolvidas na negociação precisavam concordar que as mercadorias trocadas tinham valor igual. Além disso, era preciso que cada indivíduo possuísse algo que a outra pessoa desejasse.

As pessoas inventaram o dinheiro para evitar o escambo. Alguém que tivesse cinco cabras poderia trocá-las por determinada quantidade de dinheiro, em vez de uma vaca. Depois, poderia trocar o dinheiro por grãos, tecidos ou outras mercadorias de valor igual.

Hoje o metal de que são feitas as moedas e o papel de que são feitas as cédulas têm pouco valor verdadeiro. O valor do dinheiro na verdade se deve a um consenso entre todas as pessoas sobre quanto essas moedas e cédulas representam. As pessoas concordam em aceitar certas quantias de dinheiro em troca dos bens e serviços que fornecem. Esse acordo entre as pessoas é a razão pela qual o dinheiro funciona.

História

As pessoas vêm usando dinheiro há mais de 4 mil anos. No século VII a.C., o reino da Lídia, na atual Turquia, começou a produzir moedas. Foi provavelmente o primeiro governo a fazer isso. Essas moedas eram feitas de uma liga de ouro e prata chamada eletro. Muitos outros povos da Antiguidade também usaram moedas, entre eles os gregos e os romanos. A moeda dos romanos, no tempo do nascimento de Jesus, chamava-se talento e podia ser de ouro ou de prata.

O primeiro papel-moeda

Os primeiros tipos de papel-moeda foram usados na China, mais de mil anos atrás. Inicialmente, o papel-moeda era simplesmente uma promessa escrita que obrigava o pagamento de certa quantidade de ouro ou prata. O papel-moeda tinha valor porque podia ser trocado por esses metais. Mais tarde, governos começaram a imprimir papel-moeda. No século XX, a maioria dos governos determinou que o papel-moeda teria valor por si só, deixando de representar o ouro ou a prata.

O dinheiro no Brasil

O primeiro tipo de dinheiro utilizado no Brasil foi a chamada moeda-mercadoria. Os índios entregavam a madeira do pau-brasil aos portugueses em troca de miçangas e outros enfeites. O zimbo (um tipo de concha), panos de algodão, fumo, açúcar e sal também foram usados como moeda de troca.

O florim foi a primeira moeda cunhada no Brasil. Era fabricada pelos holandeses, que haviam se instalado no Nordeste, e foi a primeira a trazer gravado o nome do país. Os escudos foram as primeiras a exibir a imagem do rei em um dos lados e as armas da coroa portuguesa no outro — foi daí que surgiu a expressão “cara ou coroa”.

A partir do real, moeda portuguesa que circulava no Brasil colônia, surgiu a medida dos mil-réis, que correspondia ao real em seu múltiplo de mil. Em 1941, a moeda mudou de mil-réis para cruzeiro. Depois vieram o cruzeiro novo (1967), o cruzeiro novamente (1970), o cruzado (1986), o cruzado novo (1989), o cruzeiro pela terceira vez (1990), o cruzeiro real (1993) e o real (1994).

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