O direito é um processo social que impõe normas, como a moral, ou moralidade. Tanto um como a outra impõem regras para o comportamento das pessoas. A diferença é que, na moralidade, as regras são costumeiras — ou seja, nascem da vida das pessoas — e, no direito, as regras são impostas e aplicadas por uma autoridade e chamam-se leis.

Direito é também o ramo das ciências sociais que estuda esse sistema de normas que regulam as relações sociais. Quem estuda o direito tem como tarefa analisar disputas e conflitos de acordo com o que estabelecem a Constituição e os códigos legais, defender os interesses de indivíduos, de empresas e da sociedade em geral, com base nas leis do país.

O direito está dividido em várias áreas, como direito penal, direito administrativo, direito civil, direito trabalhista, direito internacional e direito da família. No dia a dia surgem novas áreas, que exigem normas para funcionar e abrem outros campos do direito. Exemplos disso são o direito ambiental e o direito da tecnologia da informação.

Profissão

Um dos cursos mais tradicionais do Brasil, o direito continua sendo um dos mais procurados pelos jovens, sobretudo pelas muitas possibilidades de atuação. Além do trabalho como advogado, o formado em direito pode exercer as funções de juiz, representante do Ministério Público, delegado de polícia e procurador da República, além de cargos técnicos em órgãos e entidades governamentais e nas empresas privadas.

História

Enquanto o Brasil foi colônia portuguesa, o direito aplicado no país era o direito de Portugal. Quem desejava se dedicar às leis precisava ir até a Universidade de Coimbra, em Portugal, para estudar.

Com a independência do Brasil, tornou-se necessário criar uma justiça também independente e cursos de direito no país. Assim, no dia 11 de agosto de 1827, foram criadas, por ordem do imperador dom Pedro I, as duas primeiras escolas de direito do Brasil: a Academia de Direito e Ciências Sociais de São Paulo e a de Olinda.

Foi na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo, que se iniciaram vários dos principais movimentos políticos da história do Brasil — do abolicionismo e do movimento republicano à luta pela volta das eleições livres e diretas, na década de 1980. Formaram-se ali nove presidentes da República: Prudente de Morais, Campos Sales, Rodrigues Alves, Afonso Pena, Venceslau Brás, Artur Bernardes, Washington Luís, Júlio Prestes e Jânio Quadros. Entre os seus alunos mais famosos figuram também os escritores Castro Alves, José de Alencar, Monteiro Lobato e Lygia Fagundes Telles, além dos políticos Ulisses Guimarães e Franco Montoro. A Faculdade do Largo de São Francisco foi incorporada à Universidade de São Paulo quando da fundação da universidade, em 1934.

Da Faculdade de Direito do Recife, para onde a escola de Olinda foi transferida em 1854, saíram Joaquim Nabuco, Sílvio Romero, Raul Pompeia, Epitácio Pessoa, Graça Aranha, Nilo Peçanha, João Pessoa, Pontes de Miranda, Assis Chateaubriand e José Lins do Rego, entre outras personalidades importantes da vida brasileira.

Hoje existem vários cursos de direito em praticamente todas as grandes cidades brasileiras.

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