A maioria das pessoas está de acordo em que devemos tratar bem os animais e cuidar das necessidades deles. Muitas vezes, porém, não há um consenso sobre o que isso realmente significa. A expressão “direitos dos animais” é usada em discussões sobre como as pessoas tratam os animais e sobre quais as responsabilidades que as pessoas têm em relação ao bem-estar deles.

Necessidades básicas

Os animais necessitam algumas coisas básicas para sobreviver. Comida, água e abrigo são as mais básicas dessas necessidades. Muitos países têm leis para assegurar que as pessoas ofereçam as condições necessárias para um animal viver. Organizações que protegem os animais, como a União Internacional Protetora dos Animais (UIPA), em São Paulo, e a Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (SUIPA), no Rio de Janeiro, ajudam a reforçar as leis e a educar pessoas sobre essas responsabilidades.

Direitos básicos

Quem luta pelos direitos dos animais acredita que eles merecem um tratamento que vai além das suas necessidades básicas. Essas pessoas nem sempre concordam sobre o que esses direitos seriam, mas compartilham ideias básicas sobre o que é certo e o que é errado para o bem-estar de um animal. Os animais não podem ser usados em experimentos e não devem ser criados nem mortos para servir de comida, vestuário ou medicamento. Algumas organizações e pessoas que lutam pelos direitos dos animais também acreditam que é errado caçar animais, mantê-los em zoológicos, traficá-los ou usá-los para entretenimento. Estas práticas também estão expondo muitos animais ao perigo de extinção.

Prós e contras dos direitos dos animais

Quem luta pelos direitos dos animais acredita que, se os seres humanos têm direitos, os animais também devem ter. Alguns dizem que, como os animais podem sofrer e sentir dor, as pessoas deveriam evitar causá-las, do mesmo modo que devem evitar causar dor a outra pessoa. Outros dizem que os animais são inteligentes e têm alguns comportamentos similares aos seres humanos, logo devem ser protegidos por essas semelhanças.

Outras pessoas, no entanto, acreditam que as diferenças entre os seres humanos e os outros animais são suficientes para permitir que os bichos sejam tratados de forma diferente. Os cientistas argumentam que é necessário usar animais para testar novos medicamentos ou novos tratamentos para doenças. Eles também dizem que precisam expor os animais à poluição ou a produtos químicos nocivos para ver quais efeitos essas substâncias provocam e assim ajudar os seres humanos a lidar com essas substâncias.

História

Há milhares de anos discutem-se os direitos dos animais. Durante muito tempo as pessoas acharam que os animais não humanos eram menos importantes que os humanos e que as pessoas poderiam fazer o que quisessem com eles. Algumas pessoas também acharam que alguns seres humanos poderiam ser tratados de forma diferente de outros seres humanos. Havia escravidão, e algumas pessoas eram maltratadas de diferentes maneiras. No fim do século XVIII, pessoas chamadas abolicionistas tentaram acabar com a escravidão e outras formas de maus-tratos de pessoas. Os abolicionistas também queriam acabar com os maus-tratos de animais. As primeiras leis de proteção aos animais foram aplicadas a animais de trabalho como bois e cavalos e aos animais domésticos. Outras leis de proteção focavam o fim do uso de animais em pesquisas em laboratório e a prática de dissecar animais em aulas. No Brasil, a União Internacional Protetora dos Animais (UIPA) é a mais antiga instituição ligada aos direitos dos animais. Ela foi fundada em 1895.

Nos anos 1970, o alcance da luta foi ampliado, de modo a incluir protestos contra o uso da pele, do couro, e da lã de animais, assim como a sua criação para serem mortos com a finalidade de servir de comida. Os ativistas dos direitos dos animais juntaram-se aos ambientalistas. Eles trabalham para proteger os ambientes naturais da destruição.

No fim do século passado, os ativistas dos direitos dos animais mudaram a forma como muitas pessoas viam os bichos. Eles convenceram muita gente a não comer carne. Convenceram também grandes empresas a parar com experimentos em animais. Os cientistas inventaram novas maneiras de testar seus produtos, e as escolas podem usar programas de computador para ensinar aos alunos fatos sobre o corpo dos bichos, em vez de dissecar animais de verdade em aula.

Milhões de animais ainda são usados em pesquisas no mundo todos os anos e muitas pessoas ainda comem carne. Algumas pessoas acreditam que ainda existe muitos abusos dos direitos dos animais. Outras acham que a lei não é suficiente para protegê-los contra esses abusos. Essas pessoas às vezes usam métodos extremos para mostrar seu ponto de vista. Elas libertam animais de laboratórios e chegam a atacar pessoas que usam casacos de pele.

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