O dirigível é uma aeronave mais leve que o avião, geralmente distinta por seu formato de charuto. Assim como o balão, ele é cheio de gás para poder flutuar na atmosfera. No entanto, ao contrário dos balões, os dirigíveis têm um motor propulsor e um leme. Por isso, são chamados de dirigíveis, já que podem ser dirigidos. Em muitos eventos esportivos, eles podem ser vistos pairando no ar. Costumam levar câmeras de televisão ou apenas fazer publicidade de alguma empresa.

Alguns dirigíveis têm estrutura rígida para suportar a forma específica da aeronave. Os que não são rígidos dependem do gás para manter sua forma. Esse gás, que preenche a parte principal do dirigível, é mais leve que o ar. Na atualidade, o hélio é o gás mais comumente usado. Até a década de 1930, o gás mais usado era o hidrogênio, que é muito leve, mas altamente inflamável. Outros compartimentos menores da aeronave são preenchidos com ar normal. Uma cabine, ou gôndola, na parte inferior, leva a tripulação e os passageiros.

Para voar, um dirigível depende de vários fatores. O gás faz a nave levantar voo, os motores a propulsionam e o piloto utiliza o leme para dar direção a ela. O piloto pode fazer a nave subir ou descer ao controlar a quantidade de ar nos compartimentos menores.

O primeiro dirigível impulsionado por hélices levantou voo na França em 1852, com motor a vapor. O primeiro dirigível rígido, com estrutura de alumínio, foi fabricado na Alemanha em 1897. O famoso zepelim, também um dirigível rígido, foi projetado pelo alemão Ferdinand von Zeppelin em 1900. Dois anos antes, em 1898, o brasileiro Alberto Santos Dumont havia construído em Paris o primeiro dirigível com motor a explosão, o N° 1. Em 1901, Santos Dumont conquistou o Prêmio Deutsch por dar a volta na Torre Eiffel a bordo de um dirigível, em tempo recorde.

A primeira travessia de sucesso sobre o oceano Atlântico foi feita em 1919 pelo dirigível britânico R-34. A partir de 1921, no entanto, começou uma onda de desastres com dirigíveis nos Estados Unidos e na Europa. Várias nações interromperam a construção de zepelins, mas a Alemanha continuou a fabricá-los. Em 1929, o Graf Zeppelin voou ao redor do mundo em menos de 21 dias. O Hindenburg fez 10 viagens de ida e volta entre a Alemanha e os Estados Unidos. Porém, em 1937, esse dirigível pegou fogo durante o pouso em Nova Jersey, nos Estados Unidos, matando 36 das 97 pessoas a bordo. Esse e outros desastres, juntamente com os avanços no desenvolvimento do avião, tornaram os dirigíveis comercialmente obsoletos no final da década de 1930.

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