Discriminação significa tratamento injusto dado a uma pessoa ou a um grupo específico de pessoas. O tratamento diferenciado geralmente se deve a idade, sexo, religião, raça, nacionalidade ou outras características pessoais de quem é alvo da discriminação.

Como a discriminação acontece

A discriminação impede suas vítimas de fazer coisas que outras pessoas podem fazer livremente. Ela pode se manifestar de muitas maneiras e em muitas áreas da vida. Às vezes é explícita, outras vezes é velada. Acontece nas sociedades e, ocasionalmente, em pequenos grupos. Muitos adolescentes são discriminados se não se vestem ou não se portam como os outros jovens de sua faixa etária.

A discriminação acontece em todo o mundo. Pode ser praticada no trabalho, na escola ou em público. Por exemplo, se um aluno é impedido de frequentar a escola devido a sua raça, a escola está praticando discriminação contra ele. Um juiz, no Brasil, impediu um homem de entrar na audiência em que seria julgada sua reivindicação trabalhista porque ele usava uma sandália de borracha e não sapato e meia. Mais tarde, isso foi considerado um ato de discriminação contra uma pessoa pobre, sem recursos para se vestir como o juiz achava que deveria.

Em alguns casos, até governos já praticaram discriminação contra grupos inteiros de cidadãos. Se um governo aprova leis que impedem determinados grupos de pessoas de votar, de frequentar a escola, de viajar livremente ou de ler este ou aquele livro, está praticando discriminação. A África do Sul, por exemplo, teve durante muitos anos um sistema de discriminação contra os cidadãos negros. O sistema era conhecido como apartheid. Eles não tinham os mesmos direitos que os brancos. Na base desse tipo de discriminação está o preconceito, que faz que uns se sintam melhores que os outros.

Documento histórico

Em 10 de dezembro de 1948, a Assembleia-Geral das Nações Unidas aprovou seu documento básico, a Declaração Universal dos Direitos Humanos. O artigo número I estabelece que:

“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade”.

No Brasil, a Lei Afonso Arinos, de 1951, proibiu a discriminação racial, e a Constituição de 1988 tornou a prática do racismo um crime sujeito a pena de prisão inafiançável.

Translate this page

Choose a language from the menu above to view a computer-translated version of this page. Please note: Text within images is not translated, some features may not work properly after translation, and the translation may not accurately convey the intended meaning. Britannica does not review the converted text.

After translating an article, all tools except font up/font down will be disabled. To re-enable the tools or to convert back to English, click "view original" on the Google Translate toolbar.