Luís Alves de Lima e Silva, o duque de Caxias, foi um militar brasileiro que participou de importantes acontecimentos da história do Brasil, prestando grandes serviços ao governo imperial e sempre alcançando vitórias significativas.

A serviço do Império

Luís Alves de Lima e Silva nasceu em 1803, na Vila do Porto da Estrela (que hoje se chama Duque de Caxias), no estado do Rio de Janeiro. Seguindo a tradição familiar, quando tinha 5 anos de idade foi nomeado cadete. Cursou a Real Academia Militar e passou a servir o exército. Sua carreira esteve sempre ligada à política do Império.

Quando o Brasil se tornou independente de Portugal, em 1822, ele era tenente e se manteve ao lado de dom Pedro I. Recebeu promoções militares e títulos de nobreza por defender a ordem monárquica.

Debelou o movimento contrário à independência que eclodiu na Bahia em 1823. Por sua atuação, recebeu o título de “Veterano da Independência”.

Lutou também na Província Cisplatina, que deu origem ao Uruguai. Historicamente colonizada por espanhóis, essa região foi ocupada pelos portugueses a partir de 1816. Em 1825, a Província Cisplatina passou a reivindicar sua independência, com o apoio dos argentinos. Luís Alves combateu e dominou as tropas rebeldes. No entanto, poucos anos depois a Província Cisplatina alcançou sua independência em relação ao Brasil, tornando-se o país chamado Uruguai.

De barão a duque

Após a abdicação de dom Pedro I, em 1831, o Brasil viveu um período de grande instabilidade, com a eclosão de várias rebeliões. Uma delas foi a Balaiada, ocorrida no Maranhão, de 1838 a 1841. O então coronel Luís Alves foi nomeado presidente da província e controlou a revolta.

Por sua atuação no conflito, recebeu o título de barão de Caxias, município maranhense em que a Balaiada foi finalmente subjugada.

Em 1842, Caxias recebeu nova missão do imperador: combater a Revolução Farroupilha, iniciada no sul do Brasil em 1835. Foi nomeado presidente da província do Rio Grande do Sul e, em 1845, os revoltosos assinaram a paz. Com a vitória, Caxias recebeu honras militares e foi aclamado “O Pacificador do Brasil”, além de receber o título de conde.

Caxias atuou também em conflitos externos. Comandou tropas em combates no Uruguai e na Argentina, em 1852. Na ocasião, o presidente argentino Juan Manuel de Rosas e o ministro uruguaio Manuel Oribe tentavam unir os dois países. A Inglaterra, a França e o Brasil se mobilizaram e conseguiram evitar essa união. Caxias recebeu então o título de marquês.

Teve ainda papel importante na Guerra do Paraguai (1864-1870), ajudando a garantir a vitória da Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai). Ao fim do conflito, recebeu o título de duque.

Além de sua atuação militar, o duque de Caxias participou da vida política brasileira. Foi senador, ministro da Guerra e conselheiro de Estado, entre outras funções.

Em 1962, por decreto federal, tornou-se “Patrono do Exército Brasileiro” (patrono significa “protetor”, “defensor”).

Luís Alves de Lima e Silva, o duque de Caxias, foi casado com Ana Luísa de Loreto Carneiro Viana, com quem teve duas filhas, e faleceu em Barão de Juparanã (na província do Rio de Janeiro), em 1880, com 77 anos.

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