A energia que mantém unido o núcleo de um átomo é chamada energia nuclear ou energia atômica. O núcleo é a parte central do átomo, que é a unidade básica da matéria.

Quando a energia nuclear é liberada, transforma-se em outras formas de energia, como luz ou calor, chamadas radiação.

Como a energia nuclear é liberada

A energia nuclear é liberada por processos chamados fusão nuclear e fissão nuclear. A fissão nuclear acontece quando o núcleo de um átomo subdivide-se em duas ou mais partes. Quando dois núcleos se unem para formar um só núcleo, temos a fusão nuclear. Os núcleos de determinados átomos, chamados radiativos (ou radioativos), conseguem liberar energia nuclear sem que haja fusão ou fissão.

Em estrelas como o Sol, a fusão nuclear acontece de modo natural: os átomos estão constantemente se unindo e criando energia nuclear, e essa energia é a fonte de luz e calor que a Terra recebe.

Na década de 1930, os cientistas descobriram que podiam criar a fissão nuclear usando determinados tipos de átomos. A descoberta ocorreu durante trabalhos com átomos de uma substância chamada urânio. O núcleo dos átomos de urânio dividiu-se, ao ser bombardeado por partículas de nêutrons. A fissão nuclear libera uma grande quantidade de energia. Por exemplo, meio quilograma de urânio produz tanta energia quanto a queima de 3.000 toneladas de carvão.

Armas nucleares

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), muitos países tentaram construir uma arma que usasse a energia nuclear e chegaram, assim, à bomba atômica. Os Estados Unidos lançaram a primeira bomba atômica na cidade de Hiroxima, no Japão, no dia 6 de agosto de 1945. A explosão destruiu quase toda a cidade e matou mais de 70 mil pessoas instantaneamente. Mais tarde, os cientistas descobriram a maneira de usar a fusão nuclear para fazer uma bomba ainda mais poderosa, a bomba de hidrogênio.

Usinas nucleares

A energia nuclear é usada também para fins pacíficos. Muitos países usam essa energia em usinas nucleares, para produzir o calor que aciona as máquinas geradoras de eletricidade.

A fissão nuclear dessas usinas produz resíduos radiativos que liberam radiações muito perigosas. Embora sejam projetadas para ser muito seguras, as usinas nucleares já causaram vários desastres. Em 1986 houve um grave acidente na usina nuclear de Chernobil, situada num território que hoje pertence ao país chamado Ucrânia — na época do acidente fazia parte da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Gases radiativos escaparam da usina, destruindo plantações e causando sérios danos aos animais e às pessoas.

O segundo maior acidente em uma usina nuclear ocorreu em 11 de março de 2011, na cidade de Fukushima, ao norte do Japão. Os danos nos geradores da usina foram provocados pelas fortes ondas de un tsunami no oceano Pacífico (gerado por um forte terremoto). O acidente foi tão grave que as autoridades japonesas evacuaram os habitantes da área e proibiram o consumo de alimentos e água devido ao alto nível de radiação detectado.

As usinas nucleares costumam ter grandes torres de resfriamento para esfriar a água que é aquecida durante o processo de geração de eletricidade. Já no Brasil, as usinas nucleares Angra I e Angra II, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, não utilizam torres exatamente como essas, e sim a água do mar, para atuar no processo de resfriamento.

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