Era geológica é um intervalo de tempo na história da formação do planeta Terra.

Os cientistas que estudam a estrutura e a história da Terra criaram uma espécie de calendário do planeta. Ele começa há cerca de 4,5 bilhões de anos, quando a crosta terrestre se formou, e vai até os dias de hoje.

Registro geológico

Para elaborar o calendário da Terra, os pesquisadores analisaram o subsolo. Nele está registrada a história da evolução do planeta. Os cientistas que se dedicam a esses estudos são os geólogos. Sua área de estudo é a geologia.

A superfície da Terra é formada por camadas de rocha constituídas de cristais de rocha, areia e lama. Esses materiais foram depositados no solo ao longo do tempo, pela ação da água, pelo vento ou por geleiras. As camadas mais antigas são as mais profundas; as mais recentes estão no topo.

Os geólogos analisaram as rochas e os fósseis de cada camada. Desse modo, conseguiram saber um pouco sobre as transformações que o planeta já sofreu e sobre as formas de vida que existiram ao longo do tempo.

Escala de tempo geológico

Em nossa vida, o tempo está organizado em dias, semanas, meses e anos. Na vida da Terra, o tempo é contado em milhões e até bilhões de anos. As unidades de tempo nesse caso são outras: éons, eras, períodos e épocas.

Os éons são extensões de tempo muito longas, indeterminadas. A história da Terra é dividida em quatro éons: Hadeano, Arqueano, Proterozoico e Fanerozoico. Os três primeiros éons costumam ser denominados Pré-Cambriano.

Era Pré-Cambriana

O Pré-Cambriano representa mais de 80 por cento de todo o tempo geológico. Iniciou-se há cerca de 4 bilhões ou 4,5 bilhões de anos, com a formação da crosta terrestre, e terminou há cerca de 542 milhões de anos, no primeiro período do éon Fanerozoico, denominado Cambriano.

Foi ao longo do Pré-Cambriano que ocorreram as principais transformações no planeta.

A atmosfera, no decorrer do primeiro bilhão de anos, era muito diferente do que é hoje. Continha metano, amônia e outros gases que a maior parte dos seres vivos atuais não conseguiria respirar. Essa composição foi se modificando, e a atmosfera se enriqueceu de oxigênio.

Começaram a formar-se as rochas e os continentes. Surgiram os primeiros organismos vivos, as bactérias, dando início à vida na Pré-História.

Mais 2 bilhões de anos se passaram, e outras transformações ocorreram. Os continentes começaram a se estabilizar e a se firmar, embora fossem bem diferentes do que são hoje. Os fósseis mais antigos do registro geológico datam desse tempo. Além das bactérias, desenvolveram-se os fungos, os vegetais simples e os organismos complexos, incluindo os primeiros animais.

O éon Fanerozoico

O éon Fanerozoico se estende desde o fim do Pré-Cambriano até os dias de hoje. Corresponde a uma história de mais ou menos 542 milhões de anos.

É dividido em três eras principais: Paleozoico, Mesozoico e Cenozoico.

Era Paleozoica

A Era Paleozoica durou cerca de 291 milhões de anos: de aproximadamente 542 milhões até 251 milhões de anos atrás. É dividida em seis períodos: Cambriano, Ordoviciano, Siluriano, Devoniano, Carbonífero e Permiano.

Nos primeiros períodos dessa era, o clima em geral era brando, e os animais e as plantas viviam apenas nos oceanos. No final da era já havia muitos seres terrestres.

Enquanto as plantas e animais se desenvolviam, a distribuição das terras também se modificava. Os continentes do início do Paleozoico eram muito diferentes dos atuais.

A maior parte do que é conhecido hoje como América do Norte estava unido com a Groenlândia, formando um continente que os geólogos denominaram Laurásia. Esse continente se situava no equador, bem distante da atual localização da América do Norte.

A África e a América do Sul formavam uma única massa continental, situada no polo Sul.

No Período Carbonífero formaram-se grandes depósitos de carvão no Brasil, nos Estados Unidos e em diversas outras regiões do planeta.

As massas continentais continuavam a se movimentar. No final do Paleozoico todos os continentes estavam unidos em um continente gigante, a Pangeia.

Em sua movimentação, os continentes colidiam, provocando em alguns casos a elevação de porções de solo. Assim se formaram cadeias de montanhas como os Andes, na América do Sul, os montes Apalaches, na América do Norte, e os montes Urais, na Rússia, entre outras cordilheiras.

Era Mesozoica

A Era Mesozoica durou cerca de 185,5 milhões: de 251 milhões até 65,5 milhões de anos atrás. É dividida em três períodos: Triássico, Jurássico e Cretáceo.

Essa época às vezes é chamada de Era dos Répteis, porque durante sua maior parte a Terra foi dominada por dinossauros.

Os dinossauros mais antigos surgiram no Período Triássico. Perto do final do Cretáceo, todos eles desapareceram.

Muitos cientistas acreditam que durante o Mesozoico o supercontinente Pangeia começou a dividir-se, formando continentes separados. Os continentes (“placas”) foram se movendo até chegar à configuração atual. Essa é a “teoria da deriva continental”.

Era Cenozoica

A Era Cenozoica começou há cerca de 65,5 milhões de anos e continua até o presente. Divide-se em três períodos: Paleogênico, Neogênico e Quaternário.

Vivemos hoje o período Quaternário, que é subdividido em duas épocas: Pleistoceno e Holoceno. A época atual é o Holoceno, iniciado há aproximadamente 11.700 anos.

Se o Mesozoico foi a Era dos Répteis, o Cenozoico é a Era dos Mamíferos. No Paleogênico, que durou mais de 42 milhões de anos, desenvolveram-se e se expandiram formas primitivas de muitos animais mamíferos, entre eles os cavalos e os carneiros. Algumas dezenas de milhões de anos depois, por volta do final do Neogênico, surgiram os primeiros ancestrais humanos.

No calendário geológico, o Quaternário é o período mais recente na história da Terra: começou há mais ou menos 2,6 milhões de anos. Foi marcado por fortes mudanças climáticas.

Houve no Quaternário quatro intervalos de tempo conhecidos como períodos glaciais ou eras do gelo. Boa parte da superfície da Terra ficou coberta por uma vasta camada de gelo. As geleiras continentais se movimentaram pelo hemisfério Norte.

Os períodos de resfriamento foram intercalados por longos períodos quentes. No hemisfério Sul houve intervalos chuvosos, que devem ter ocorrido ao mesmo tempo que as geleiras cobriam o hemisfério Norte.

As geleiras provocaram mudanças tanto nos mares quanto na terra. Elas reduziram o nível do mar em cerca de 90 metros, já que grande parte da água evaporada pelos oceanos era precipitada em forma de neve e ficava retida nas áreas de geleiras. Expuseram assim vastas áreas do fundo do mar. Afetaram o clima do planeta e moldaram a paisagem. As placas de gelo foram deslizando para regiões mais quentes, onde mais tarde deram origem a lagos.

Os cientistas acreditam que as mudanças no planeta continuam a ocorrer. Os processos naturais moldam e modificam a Terra constantemente. São mudanças lentas, que só podem ser percebidas na escala do tempo geológico.

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