A escultura é um ramo das artes visuais. Envolve a criação de objetos artísticos em três dimensões: comprimento, largura e altura. A principal característica de um projeto de escultura é a maneira como suas formas se estendem através do espaço. Tamanho, textura, luz e sombra, além da cor, são também importantes elementos do projeto. Uma escultura pode representar fielmente uma pessoa ou um objeto, ou pode ainda refletir formas e padrões inventados pelo artista.

A escultura pode ser em três dimensões ou em relevo. Uma escultura em três dimensões mantém-se de pé por si só. Ela pode ser vista de todos os lados. Já uma escultura em relevo (também chamada simplesmente de relevo) é ligada ao fundo atrás dela, de modo que não pode ser vista por trás. Os relevos frequentemente decoram paredes de edifícios.

Materiais

A argila tem sido um dos principais materiais dos escultores desde épocas antigas. Ela é fácil de obter e de usar. Assim que os povos antigos aprenderam a fabricar o bronze, os metais tornaram-se também bastante usados nas esculturas. A maioria dos metais é muito resistente e dura bastante. Os escultores valorizam sua cor e seu brilho. A madeira foi por muito tempo um material muito usado para esculpir. É um dos principais materiais usados pelos escultores da África e da Oceania. Por muito tempo os escultores usaram pedra para fazer estátuas e monumentos ao ar livre porque ela resiste à chuva e ao vento. Entre os tipos de material mais usados na escultura estão o mármore, o alabastro, o granito, o arenito, o calcário e as pedras semipreciosas.

Os escultores modernos usam esses materiais tradicionais, mas também trabalham com outros, como plásticos, tecidos, fiberglass, tubos de neon e até lixo. Atualmente, o concreto é muito usado para grandes projetos ao ar livre, por ser um material barato, resistente e durável.

Processos

As maneiras mais comuns de fazer uma escultura são o entalhe, a modelagem, a fundição e a construção. O entalhe é o processo de dar a substâncias como a pedra, a madeira ou o marfim a forma desejada, cortando ou aparando as peças. A modelagem envolve o processo de dar forma à mão a um material macio como a argila. Em seguida, ele pode ser queimado no forno até endurecer. Também são usados modelos para entalhar.

O entalhe é usado para reproduzir uma peça de escultura mediante o uso de um molde. Numa primeira versão, faz-se um molde de gesso em volta do modelo. Quando o gesso endurece, é dividido ao meio e retirado do modelo. As partes do molde são então unidas, com um espaço oco no lugar em que o modelo estava. O material desejado é então derramado por um furo para dentro do molde, no oco onde ficava o modelo, onde fica até secar. Quando o molde é retirado, tem-se uma cópia perfeita do modelo original. Um método que emprega um modelo de cera é comumente usado para fazer esculturas de metal. Esse processo pode ser usado para criar muitas cópias de uma estátua.

Além de fazer esculturas a partir de materiais variados, os escultores modernos podem usar técnicas como soldar, aparafusar, pregar ou colar para unir pedaços diferentes de material.

História

Escultura antiga

Desde a época pré-histórica são feitas esculturas em todo o mundo. As primeiras foram produzidas com materiais que ocorrem na natureza, como argila, pedra e marfim. A partir de aproximadamente 3000 a.C., as pessoas também começaram a fazer esculturas de bronze e de outros metais.

Nas primeiras civilizações, a escultura era associada em grande parte à religião. No Oriente Médio, na região da Mesopotâmia, quase todas as esculturas eram feitas para os templos. As pessoas do antigo Egito criaram enormes esculturas de seus reis e de seus deuses, para enfatizar o poder deles. Também fizeram muitas estátuas e muitos relevos para colocar nos túmulos.

Na Grécia antiga, a escultura alcançou seu apogeu no século V a.C. Os gregos desse período pretendiam mostrar homens e deuses em suas formas mais perfeitas. A maioria de suas estátuas têm expressão e postura calmas. Os antigos romanos fizeram depois muitas cópias das esculturas gregas. Dessa forma, preservaram a tradição grega para as futuras gerações.

A partir do século III d.C., uma nova religião, o cristianismo, começou a inspirar os artistas a criar obras que refletissem figuras e acontecimentos cristãos. Durante a Idade Média (de cerca de 500 a 1500), muitas esculturas europeias estavam intimamente relacionadas com a arquitetura das igrejas.

Na Índia, a escultura também estava centrada na religião. O Período Gupta, que durou do século IV ao VI aproximadamente, produziu alguns dos melhores exemplares da escultura budista.

Renascença, barroco e neoclassicismo

O período denominado Renascença, ou Renascimento (da metade do século XIV ao século XVI), foi uma época de importante progresso artístico na Europa. Os artistas renascentistas inspiravam-se nos estilos clássicos da Grécia e da Roma antigas. A Renascença começou na Itália. Os artistas italianos Donatello e Michelangelo estão entre os melhores escultores desse período.

No século XVII, o barroco tornou-se um estilo importante da arte ocidental. A escultura barroca é dramática e altamente decorativa, apelando para os sentidos e para as emoções. O principal escultor barroco foi o artista italiano Gian Lorenzo Bernini.

O estilo neoclássico era popular na Europa no século XVIII. Como na Renascença, os escultores desse período procuravam reviver os ideais de beleza da Grécia e da Roma antigas. Um importante escultor desse estilo na Itália foi Antonio Canova.

Escultura moderna

No fim do século XIX, o escultor francês Auguste Rodin desafiou séculos de tradição. Ele mostrou a figura humana expressando tensão e emoções passageiras. Algumas vezes também usava superfícies com textura, o que aumentava o sentimento de vida e de movimento. Dessa maneira, a escultura de Rodin difere da maciez fria e impessoal da tradição clássica. Com seu forte senso de poder e de drama, suas obras influenciaram muito os escultores de sua época, bem como os que vieram depois.

Nos séculos XX e XXI, os escultores têm experimentado novos materiais e novas formas. Artistas como Constantin Brancusi, Henry Moore, Barbara Hepworth e Raymond Duchamp-Villon criaram obras de escultura abstrata — que não tentava representar realisticamente nada do mundo visível. Em vez disso, esses escultores focalizavam as formas em si. Alguns usavam objetos encontrados no mundo cotidiano para que os objetos fossem vistos sob uma luz diferente. Por exemplo, a escultura de Marcel Duchamp Roda de bicicleta é uma velha roda de bicicleta montada de cabeça para baixo sobre um banquinho de cozinha comum. O objetivo de Duchamp não era agradar aos olhos, mas fazer o observador pensar sobre o que é a arte e o que ela pode ser.

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