Evolução é o nome da teoria segundo a qual todos os tipos de seres vivos hoje existentes se desenvolveram a partir de formas mais antigas. As diferenças entre as formas antigas e as atuais resultaram de mudanças ocorridas ao longo de muitos anos. As formas de vida mais simples surgiram há pelo menos 3,5 bilhões de anos. Ao longo do tempo, elas se transformaram nos milhões de espécies de organismos que existem atualmente.

A evolução não é aceita por pessoas que seguem o criacionismo. Segundo o criacionismo, tudo que existe no Universo (inclusive a humanidade) foi criado por Deus e apresenta desde o início a forma que vemos hoje.

Quase todos os cientistas aceitam a evolução, uma teoria fundamental para a moderna ciência da biologia. Como qualquer teoria científica, a evolução é testável. Após fazer muitos experimentos e analisar um número enorme de indícios em diversos campos científicos, cientistas descobriram fortes evidências que confirmam a teoria.

Evidências

Uma das evidências provém dos fósseis, que são vestígios de seres vivos preservados no solo ou em ambientes subaquáticos. Os fósseis mostram que muitas espécies de antigamente eram bem diferentes das existentes hoje em dia. Um exemplo são os dinossauros. Muitos fósseis também mostram como certos seres vivos mudaram ao longo do tempo. Ossos de cavalos de mais de 50 milhões de anos atrás, por exemplo, mostram que esses animais eram quase do mesmo tamanho dos cães atuais. Ossos de cavalos de vários estágios posteriores mostram que eles cresceram ao longo do tempo.

Outras fortes evidências da evolução foram obtidas com o estudo do DNA — o material que contém os genes de seres vivos. Os genes transmitem traços, ou características, de uma geração para a seguinte. O DNA de diferentes espécies mostra que elas se desenvolveram a partir de antepassados comuns.

Seleção natural

A evolução resulta da chamada seleção natural. Esse processo ocorre quando os genes de um indivíduo diferem de alguma forma dos genes de outros de sua espécie. Variações nos genes causam diferenças nas características de um indivíduo, como sua aparência, estrutura e comportamento.

Tais variações ocorrem principalmente por acaso, pois os genes se autocopiam para produzir novas células. Às vezes, ocorrem erros, chamados mutações, durante o processo de cópia.

A maioria das mutações nos genes ou é prejudicial para o indivíduo, ou tem pouca importância. Algumas delas, porém, ajudam o indivíduo a sobreviver e a se reproduzir. Um animal pode obter, por exemplo, uma visão melhor ou pernas mais velozes, que o ajudam a achar alimentos e a evitar seus inimigos. Uma árvore pode ganhar um gene que leve a uma produção maior de sementes. Tais traços úteis dão àquele ser uma vantagem em relação a outros de sua espécie. Ele terá mais probabilidade de se reproduzir e transmitir seus genes para a geração seguinte. Ao longo do tempo, cada vez mais indivíduos terão o traço útil. É dessa maneira que os seres vivos mudam ao longo do tempo.

Através da seleção natural, as espécies se adaptam ao ambiente — ou seja, ajustam-se melhor a ele. Por exemplo, um esquilo da Mongólia que tem cor de areia e vive em um deserto arenoso se confunde com o habitat. Com isso, é mais provável que as cobras enxerguem e comam esquilos de outras cores. No decorrer do tempo, os esquilos de outras cores serão extintos e só restarão aqueles que têm cor de areia.

História

O cientista inglês Charles Darwin foi o fundador da moderna teoria da evolução. Em uma viagem pelo mundo que teve início em 1831 e durou quase cinco anos, ele coletou fósseis e observou as numerosas variações entre seres vivos, principalmente nas ilhas Galápagos e em outras partes da América do Sul. Com base nesses estudos e em outros posteriores, ele passou a acreditar que novas espécies se desenvolveram a partir de formas anteriores. Em 1859, Darwin publicou sua teoria da evolução em um livro muito importante chamado Da origem das espécies através da seleção natural. Posteriormente, ele escreveu um livro sobre a evolução dos seres humanos.

No início do século XX cientistas usaram ideias da genética para explicar detalhadamente como a evolução acontece. Avanços posteriores possibilitaram o estudo científico do DNA, o que ajudou os cientistas a determinar até que ponto diversas espécies de seres vivos estão relacionadas umas com as outras.

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