Um exército é um grande grupo organizado de militares treinados para lutar contra outros exércitos e também contra inimigos internos — ou seja, dentro de seu próprio país. A principal missão do exército geralmente consiste em defender o território nacional em tempos de guerra. O exército protege o país contra uma invasão ou contra ataques de inimigos. Também pode lutar em outras partes do mundo (em missões externas).

Exército brasileiro

No Brasil, o Exército é parte das forças armadas, que são constituídas também pela Marinha e pela Força Aérea (ou Aeronáutica). O corpo de Fuzileiros Navais é integrante da Marinha.

O Exército brasileiro é a força terrestre. Sua organização em tempo de paz é diferente daquela que seria adotada para emprego em combate.

Os exércitos modernos têm diferentes escalões de comando. No Brasil, o mais alto escalão é integrado pelos oficiais-generais, que exercem o comando das grandes unidades. Elas são assim chamadas por serem integradas, ou compostas, por unidades das diversas especialidades (ou armas), como Infantaria, Cavalaria, Artilharia, Engenharia, Comunicações e Intendência. Cada uma tem as suas diferentes especificações que, em caso de combate, são empregadas em conjunto, sob o comando dos oficiais superiores.

Imediatamente abaixo do círculo dos oficiais-generais está o círculo de oficiais superiores (coronéis, tenentes-coronéis e majores), e oficiais subalternos (capitães e tenentes). Hierarquicamente abaixo está o círculo dos praças, que vai de soldados, cabos e sargentos a aspirantes a oficial e subtenentes.

Formação profissional

Os oficiais combatentes são formados pelo Exército nas diferentes escolas de formação e aperfeiçoamento, nos seus diferentes graus. A Academia Militar de Agulhas Negras, em Resende, no Rio de Janeiro, forma os oficiais. O Instituto Militar de Engenharia e a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército oferecem os cursos de aperfeiçoamento (obrigatórios) e outros de especialização (voluntários) para o desenvolvimento na carreira.

Soldados, sargentos e subtenentes são formados na tropa, ou seja, nas próprias unidades em que prestam serviço. No entanto, em Três Corações, no estado de Minas Gerais, há também a Escola de Sargentos das Armas, destinada à formação de sargentos nas armas de Infantaria, Cavalaria, Artilharia, Engenharia e Comunicações. Há também a formação em Intendência, que não é uma arma, mas um serviço.

Existe também o ingresso ao oficialato para profissionais de nível superior (homens e mulheres) formados pelas mais diferentes faculdades, para vagas referentes aos seus cursos de formação e que integram o quadro complementar. É assim com médicos, dentistas, enfermeiros, advogados, economistas, psicólogos, pedagogos, contadores e administradores de empresa, por exemplo, entre outros. Qualquer um deles pode chegar até o posto de tenente-coronel na ativa. E os médicos podem alcançar o posto de general de brigada.

Recrutamento

Anualmente é feito o recrutamento de jovens na faixa etária de 18 anos, para prestação do serviço militar obrigatório (com duração aproximada de dez meses). Essa convocação, no Brasil, é restrita a homens. Esses jovens, terminado o período obrigatório, poderão permanecer e iniciar a carreira militar (chegando à posição de subtenente).

Recrutamentos são comuns em tempos de guerra, quando muito poucas pessoas se alistam voluntariamente. Por exemplo, os Estados Unidos, o Canadá e o Reino Unido fizeram recrutamentos durante a Segunda Guerra Mundial. Atualmente, contudo, os exércitos desses países são formados por voluntários. Alguns países, como Israel, ainda recrutam a maioria de seus cidadãos para servir o exército.

Missões de paz

Por seu treinamento militar, que envolve práticas de sobrevivência em situações difíceis, os exércitos também são chamados para dar suporte a missões de socorro de populações atingidas por catástrofes naturais ou provocadas, bem como para missões de paz.

A Organização das Nações Unidas realiza missões de paz e convoca representações de alguns países para fazerem parte delas. O Brasil observa algumas regras para se envolver em missões de paz: imparcialidade, aplicação do mínimo de força necessária, negociação com todas as partes envolvidas e intermediação na busca de soluções, sempre evitando a discussão de problemas e responsabilidades.

O Exército brasileiro já participou de inúmeras missões de paz ao longo de sua história. Desde junho de 2004 é o Brasil que comanda a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah). Nosso exército dá suporte à população local em diferentes áreas, para que o país consiga se reorganizar depois de guerra interna e de um terremoto que arrasou a maior parte de seu território.

História

O primeiro exército foi provavelmente organizado na Suméria, uma civilização que começou mais de 6 mil anos atrás no Oriente Médio. Os mais antigos campos de batalha ficavam cheios com guerreiros em carroças, homens a cavalo e soldados a pé. Eles lutavam com espadas, escudos e arcos e flechas. E protegiam-se com vários tipos de armadura.

Ao longo dos séculos, novos desenvolvimentos nas lutas armadas mudaram o modo como os exércitos lutavam. No século XIV, árabes e europeus inventaram armas que usavam pólvora. Os exércitos começaram a usar metralhadoras no século XIX e bombas no século XX. O desenvolvimento de novas armas continua e elas vão sendo incorporadas às forças armadas. Novas tecnologias também ajudaram a melhorar as comunicações e a proteger os soldados no campo de batalha.

Modernamente, alguns países fizeram experiências de reestruturação das forças armadas. Cuba, por exemplo, ao adotar o regime comunista na década de 1960, reduziu drasticamente a quantidade de patentes entre o cargo mais alto e o mais baixo do exército. E a Costa Rica, também na América Central, simplesmente decidiu deixar de ter exército a partir de 1949.

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