A exploração polar é a experiência de conhecer e estudar as áreas ao redor dos polos Norte e Sul, que são os pontos mais frios e distantes da Terra. O polo Norte fica no oceano Ártico, que é coberto por uma gigantesca camada de gelo flutuante. O polo Sul está em terra firme, no continente gelado da Antártica.

Os primeiros exploradores usavam trenós puxados por cães, ou caminhavam a pé, o que era perigoso, pois a camada de gelo podia se quebrar, tragando cachorros, trenós e as próprias pessoas para dentro da água. Outros exploradores usaram barcos, o que também era perigoso, pois placas soltas de gelo podiam afundar uma embarcação. Posteriormente, foram usados navios quebra-gelo (capazes de quebrar o gelo com seus cascos), balões dirigíveis (que sobrevoam o solo), aviões e outros veículos adaptados para andar na neve.

Razões para explorar os polos

A exploração dos polos começou a ser feita por diversas razões. Algumas pessoas buscavam a fama que viria por terem sido as primeiras a chegar a esses lugares desconhecidos. Outras esperavam descobrir atalhos entre a Europa e o leste da Ásia. Outras, ainda, queriam ficar ricas caçando focas e baleias. Recentemente, começaram a ser feitas explorações para obter informações científicas. Muitos aventureiros morreram ou arriscaram a vida nessas tentativas.

Exploração do Ártico

Populações nativas vivem nas regiões em torno do polo Norte há milhares de anos. O primeiro forasteiro a alcançar o Ártico foi, provavelmente, um grego chamado Pítias, que chegou à Noruega, ou à Islândia, por volta de 300 a.C. Os vikings da Noruega viajaram para a Islândia e a Groenlândia nos séculos IX e X.

Por volta de 1500, holandeses e ingleses se aventuraram pelo Ártico em busca de novas rotas comerciais. Em 1878–79, um explorador sueco, o barão Adolf Erik Nordenskiöld, navegou da Europa para o oceano Pacífico atravessando o oceano Ártico. Essa rota ficou conhecida como Passagem do Nordeste. Em 1905, o explorador norueguês Roald Amundsen tornou-se o primeiro navegador a percorrer a Passagem do Noroeste, uma rota entre os oceanos Atlântico e Pacífico que passava pelo oceano Ártico.

O explorador americano Robert E. Peary declarou ter sido o primeiro homem a alcançar o polo Norte, em 1909. Peary, Matthew Henson e quatro esquimós (inuítes) fizeram a última etapa da viagem em trenós puxados por cães. Mais tarde algumas pessoas questionaram se Peary tinha realmente alcançado o polo.

Em 1926, Amundsen e dois companheiros sobrevoaram o polo Norte em um dirigível. Em 1937, pilotos da então União Soviética voaram para os Estados Unidos passando sobre o polo Norte. Em 1958, um submarino americano tornou-se a primeira embarcação a navegar sob o polo Norte, passando por baixo da calota polar.

Exploração da Antártica

Diversos exploradores viram a Antártica pela primeira vez em 1820, mas foi só em 1895 que ocorreram os primeiros desembarques de pessoas no continente. Os exploradores ingleses Robert F. Scott e Ernest Henry Shackleton lideraram expedições naquela área, no início do século XX.

Scott alcançou o polo Sul no dia 18 de janeiro de 1912. Ele acreditava ter sido o primeiro a realizar o feito. Entretanto, Roald Amundsen e quatro companheiros tinham estado lá um mês antes, em 14 de dezembro de 1911. Scott e seus homens morreram durante a viagem de volta.

Em 1928, o explorador americano Richard E. Byrd estabeleceu uma base na costa da Antártica. Byrd realizou o primeiro voo sobre o polo Sul em 1929.

Nesse meio-tempo, muitos países começaram a se interessar por fazer estudos científicos na Antártica. Em 1957–58, cientistas de vários países montaram cinquenta bases de exploração na Antártica, para realizar pesquisas científicas. Em 1959, um grupo de países firmou o Tratado da Antártica, pelo qual todo o continente será preservado para pesquisas científicas.

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