Em meados do século XIX, uma religião chamada baaísmo, ou fé bahai, surgiu na região onde hoje fica o Irã. Posteriormente ela se espalhou pelo mundo. Seus seguidores tentam unir todas as pessoas numa única religião.

Crenças e práticas

Os baaístas acreditam que todas as religiões são uma única e que todas as pessoas são um único ser que se manifesta por meio de vários indivíduos. Acreditam também que Deus está além do entendimento. Eles pregam que se deve adorar Deus e tentar fazer do mundo um lugar melhor.

Nos serviços religiosos, os fiéis ouvem leituras dos textos sagrados de todas as religiões. A fé bahai não tem sacerdotes nem cerimônias especiais. No entanto, há normas relativas às preces e ao jejum. Além disso, uma pessoa só pode se casar uma única vez e não deve consumir álcool nem fumar.

História

Em 1844, um homem chamado Mirza Ali Mohamed começou na Pérsia (atual Irã) um grupo chamado Bab (que significa “porta”). Ele achava que um novo profeta, ou mensageiro de Deus, não tardaria a chegar. Os líderes muçulmanos do país e o governo se opuseram às suas idéias e o prenderam. Em 1850, ele foi morto.

Um dos primeiros adeptos do babismo foi Mirza Husayn Ali Nuri. Depois que entrou no grupo, passou a chamar-se Baha Allah. Ele foi preso em 1852. Enquanto estava na prisão, teve a percepção de que era o novo profeta. Em 1853, foi libertado e mandado para o Iraque, onde veio a dirigir a comunidade Bab. Os babistas que acreditavam ser ele o novo profeta eram chamados baaístas (ou bahais).

Baha Allah morreu em 1892. Depois disso, seu filho mais velho dirigiu o grupo e ajudou a divulgar a religião na América do Norte, na Europa e em outros continentes. No final do século XX, a fé bahai tinha cerca de 7 milhões de seguidores em todo o mundo.

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