As festas juninas têm esse nome por se realizarem no mês de junho. Nesse mês, há comemorações especiais para as datas que celebram Santo Antônio (dia 13), São João (dia 24) e São Pedro (dia 29). No entanto, como os festejos de São João costumam ser os maiores, é em homenagem a esse santo que o período comemorativo também é chamado muitas vezes de “festas joaninas”.

As festas juninas têm suas origens num período anterior à era cristã. Antigamente, no hemisfério Norte, o Sol atingia seu ponto mais alto no céu ao meio-dia de 23 de junho (atualmente isso ocorre no dia 21) e, assim, esse era o dia mais longo do ano, sendo a noite para o dia 24 a mais curta. Esse evento é chamado de “solstício de verão”. Quando ele ocorria, diversos povos da Europa — como celtas, bretões, egípcios, persas e sumérios — faziam rituais para invocar a fertilidade da terra e garantir uma boa colheita de suas plantações.

Esses rituais de fertilidade associados ao ciclo agrícola foram considerados pagãos na era cristã, mas não acabaram. A Igreja Católica adaptou o dia do solstício ao calendário cristão: surgiam as comemorações do dia de São João, que teria nascido em 24 de junho. Diversas tradições das festas juninas vêm desses rituais. O costume de acender fogueiras, por exemplo, era praticado para espantar os maus espíritos das plantações.

Quando os portugueses vieram para o Brasil, a partir de 1500, trouxeram esses festejos tradicionais de Portugal. No Brasil, junho marcava o início do inverno, mas na época os indígenas também seguiam rituais para renovação da terra e de novos plantios. As tradições dos missionários jesuítas foram facilmente incorporadas às práticas rituais indígenas.

Quadrilha

Uma das tradições das festas juninas é a quadrilha. A dança, feita em pares, representa a encenação de um baile de casamento. A quadrilha foi criada em Paris, na França, no século XVIII, com o nome francês quadrille. Essa dança fez bastante sucesso nos salões da corte no Rio de Janeiro, no século XIX. E caiu no gosto do povo, que foi mudando com sua evolução ao longo do tempo até se transformar na quadrilha que é dançada nas festas juninas de todo o Brasil.

Alguns instrumentos são fundamentais para a música que anima as quadrilhas: a sanfona, o triângulo e a zabumba. Em algumas partes do país, são populares também a viola e o violão. Também, são tradicionais as cantigas como “Capelinha de melão” e “Cai, cai, balão”.

Outras tradições

Nas festas juninas não faltam as brincadeiras de subir no escorregadio pau-de-sebo e de saltar a fogueira. São muito populares as simpatias para atrair um noivo no dia de Santo Antônio e os momentos de levantar o mastro que leva a bandeira do santo padroeiro da festa. Nessas celebrações há sempre uma grande fogueira e quermesses com quitudes de milho, mandioca e amendoim.

Mas as tradições variam um pouco conforme a cidade, ganhando um colorido regional. No Nordeste, são famosas as festas de São João de Caruaru (no estado de Pernambuco) e Campina Grande (na Paraíba), onde, em vez de quadrilha, se dança forró. Na cidadezinha de Barbalha (no Ceará), o ápice da festa é o dia de Santo Antônio, popular por seus milagres casamenteiros, com o Baile das Solteironas. Na região amazônica, no norte do país, a cidade de Parintins festeja o boi-bumbá no mês de junho.

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