Nas regiões úmidas da Terra encontram-se matas densas, chamadas de florestas tropicais e equatoriais. Quando se fala em floresta, a maioria das pessoas pensa em matas quentes e úmidas, repletas de árvores que permanecem verdes o ano todo. Mas também existem outros tipos de florestas. As florestas temperadas situam-se em regiões mais frias, como o noroeste dos Estados Unidos e o sul da Austrália. As florestas de monções, no sudeste da Ásia, têm uma estação de seca e árvores que trocam de folhas anualmente. As florestas tropicais e equatoriais (muitas vezes chamadas de florestas pluviais ou úmidas) são as mais importantes para a saúde da Terra. Na verdade, a floresta equatorial e a floresta tropical são muito pouco diferentes entre si; o nome muda dependendo de onde a floresta está localizada: mais perto da linha do equador ou mais perto dos trópicos.

Onde se situam

As florestas equatoriais e tropicais ficam nas regiões quentes e úmidas entre o equador e os trópicos, em lugares onde chega a chover mais de 180 centímetros por ano. Elas ocupam partes das Américas Central e do Sul, do oeste e do centro da África, do sudeste da Ásia e da Austrália. A maior floresta desse tipo se localiza na bacia do rio Amazonas, no Brasil, e cobre cerca de 40 por cento do país. No entanto, florestas tropicais e equatoriais cobrem menos de 5 por cento da superfície total da Terra.

Características

As florestas equatoriais e tropicais são divididas em diversas camadas. No topo, existe uma camada densa chamada dossel, formada por ramagens extensas e folhas grossas de grandes árvores que bloqueiam em parte a passagem do sol para as camadas inferiores. O dossel, onde vivem muitos insetos e animais, fica entre 30 e 50 metros acima do solo, e apenas umas poucas árvores, chamadas emergentes, ultrapassam essa altura.

Abaixo do dossel ficam as camadas intermediárias, onde se encontram árvores pequenas, arbustos e plantas, muitas das quais são árvores novas. Seus caules crescem para o alto, em direção à luz, mas essas plantas quase nunca conseguem receber luz do sol suficiente para se tornar adultas.

O chão da floresta geralmente é escuro porque o dossel bloqueia grande parte da luz solar. Por esse motivo, apenas plantas que toleram a sombra conseguem crescer ali. A luz que chega ao solo é tão pouca que muitas vezes a vegetação que cobre o chão da floresta é rala. Às vezes há bastante espaço entre os troncos das árvores. Se uma das árvores que compõem o dossel morre ou cai, forma-se uma fresta nessa camada superior, permitindo que a luz do sol penetre mais profundamente. Nesses casos, a vegetação que cobre o solo pode se tornar densa e espessa.

As chuvas constantes removem muitos dos nutrientes do solo. Para compensar essa perda, bactérias, fungos e insetos presentes no chão da floresta ajudam a decompor plantas e animais mortos, criando uma rica camada sobre o solo que fornece nutrientes às raízes das plantas e árvores. Como essa camada é fina, a maioria das árvores tem raízes pouco profundas.

A vida na floresta

As florestas tropicais e equatoriais são conhecidas pela grande diversidade vegetal e animal. Estima-se que, de todas as espécies animais e vegetais existentes no mundo, mais da metade viva nesse bioma. Os cientistas acreditam que muitas delas ainda não foram descobertas.

As árvores desse tipo de floresta ficam verdes o ano todo, embora às vezes troquem de folhas. As palmeiras estão entre as árvores mais comumente encontradas.

Abaixo do espesso dossel, as plantas competem pela claridade, muitas vezes usando outras plantas para tentar chegar à luz do sol. Os cipós, por exemplo, prendem-se ao caule de outras plantas para subir em direção ao dossel. Epífitas também são abundantes nessas florestas. As epífitas são plantas que não se conectam ao solo. Elas vivem apoiadas em outras plantas, obtendo água e minerais da chuva e dos resíduos que se acumulam na planta de suporte. É comum encontrar musgos, samambaias e orquídeas fixados em plantas maiores.

Cada região da floresta tem milhares de espécies animais. Os que se alimentam de plantas vivem no dossel, como pica-paus, macacos e esquilos-voadores. Nas camadas mais baixas, ficam os animais que correm, voam baixo, saltam e escalam. Dentre eles estão chimpanzés, gorilas, elefantes, veados, porcos-do-mato e leopardos.

Muitos animais das florestas tropicais e equatoriais têm características curiosas. Por exemplo, os bichos-preguiça se penduram de cabeça para baixo e descansam por horas a fio. Rãs minúsculas têm cores chamativas que servem para alertar os outros animais de que elas são venenosas e não devem ser comidas. Outras espécies comumente encontradas nesse bioma incluem formigas, besouros, cobras e morcegos, além de pássaros com cores vistosas, tais como tucanos, papagaios e araras.

A importância das florestas tropicais e equatoriais

Florestas tropicais e equatoriais são uma rede delicada de relações entre plantas e animais. Muitas plantas, por exemplo, dependem de animais para espalhar seu pólen de flor em flor. Muitos animais, por sua vez, usam plantas como alimento e abrigo. Além disso, milhões de pessoas vivem nas florestas. Para elas, a floresta fornece casa, comida e outros materiais.

Mesmo quem vive longe dessas florestas é afetado por elas. Muitas plantas nelas encontradas são utilizadas como medicamentos para tratar doenças como o câncer. Os cientistas acreditam que, nesses biomas, existem muitas outras plantas que podem tratar ou até mesmo curar doenças graves. Além disso, produtos como frutos, castanhas, borracha, vime e madeira vêm desse tipo de floresta.

As florestas tropicais e equatoriais também ajudam a controlar o fluxo da água nos lugares onde crescem. Elas fazem isso absorvendo a água das chuvas constantes e liberando-a lentamente de volta na atmosfera. Uma parte dessa água é liberada regularmente nos rios da região. Muitas pessoas dependem dos rios para obter água, tanto para beber quanto para irrigar as plantações. Uma porção da água é liberada de volta no ar através da evaporação. Isso mantém o ar úmido, o que provoca novas chuvas. Esse importante processo é chamado de ciclo da água. Por fim, assim como todas as plantas verdes, as plantas dessas florestas absorvem o dióxido de carbono da atmosfera e produzem oxigênio através da fotossíntese.

Florestas ameaçadas

As florestas equatoriais e tropicais situam-se, em muitos casos, em países pobres, os quais vendem a madeira e outros recursos naturais para sobreviver, destruindo seções inteiras da mata. As florestas também são derrubadas ou queimadas para que a terra seja usada como área de pasto ou para plantio. Florestas derrubadas para esses fins raramente são replantadas.

A perda de florestas tropicais e equatoriais coloca em perigo plantas e animais que só vivem nesses biomas e que podem deixar de existir caso seu habitat seja destruído.

Quando esse tipo de floresta é desmatado, o ciclo da água também é interrompido. A água da chuva é dispersada rapidamente, em vez de ficar armazenada nas plantas e ser devolvida à atmosfera aos poucos. Por fim, as chuvas ficam menos frequentes, e a região pode começar a sofrer com secas.

A destruição dessas florestas também afeta o meio ambiente do resto do planeta. Quando as florestas são queimadas, grandes quantidades de dióxido de carbono são liberadas na atmosfera, o que contribui para um problema chamado aquecimento global.

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