Folclore é a cultura popular manifestada por meio de cantigas, danças, brincadeiras, rezas, festas, provérbios e histórias, entre outras formas de expressão. Costumes, gestos, superstições, culinária, artesanato e indumentária também fazem parte do folclore de um povo.

Origem do nome

A palavra “folclore” vem do termo inglês folklore, que foi criado pelo antiquário e escritor britânico William John Thoms (1803-1885) e utilizado por ele pela primeira vez em 22 de agosto de 1846. É por isso que o Dia do Folclore é comemorado em 22 de agosto. Folk significa “povo” e lore quer dizer “saber”. Ou seja, o folclore é o “saber do povo”.

Essa sabedoria popular está, por exemplo, no jeito de trançar uma rede ou na maneira como as crianças pulam amarelinha (brincadeira também chamada de macaca ou academia). Por representar o saber de determinado povo, o folclore não é algo estático; ele muda e sofre variações conforme a época, o lugar e as gerações.

No Brasil

O folclore brasileiro é principalmente uma mistura da bagagem cultural dos índios, dos portugueses (e, depois, de outros europeus) e dos negros. O mamulengo, um teatro de bonecos popular do estado de Pernambuco, é uma versão brasileira das marionetes francesas (ou fantoches). Já o mulungu, um grande tambor, é um instrumento musical introduzido no Brasil pelos escravos africanos. A lenda indígena de Mani conta a origem da mandioca, bastante apreciada na culinária brasileira. As festas juninas, com suas fogueiras, bandeirinhas e comidas típicas, são uma homenagem a três santos comemorados no mês de junho (Santo Antônio, São João e São Pedro) e vieram com os imigrantes portugueses.

Diversos artistas brasileiros se inspiraram no folclore para escrever poemas, compor músicas ou pintar quadros. O escritor Manuel Bandeira trouxe cantigas da infância para suas poesias, como em Acalanto de John Talbot. O saci ficou famoso depois que o escritor Monteiro Lobato lançou o livro O saci. As bandeirinhas das festas juninas são muito presentes nos quadros do pintor Alfredo Volpi, e temas do folclore ganharam destaque na obra musical do compositor Heitor Villa-Lobos.

Desde o berço

Já no berço as crianças têm contato com manifestações folclóricas. No Brasil, por exemplo, quando adultos entoam cantigas de ninar como “Boi da cara preta”, geralmente embalando o bebê, estão introduzindo o recém-nascido no universo das canções folclóricas.

Depois vêm os brincos, que são rimas rítmico-musicais, muitas vezes acompanhadas de gestos, usadas para entreter as crianças. Um exemplo é o chamado “Dedo mindinho”, que tem muitas variantes. Em uma delas, o adulto pega a mão do bebê e, apontando para cada um dos dedos, a partir do menor de todos, diz: “Mindinho / Seu vizinho / Pai de todos / Fura-bolo / Mata-piolho”.

Há ainda as cantigas de roda, as adivinhas, as parlendas, as quadrinhas, os jogos populares e as histórias de bicho-papão (também conhecido como Cuca, Tutu, Cabra-Cabriola e Mão-de-Cabelo).

Folclorista

Aqueles que se dedicam a estudar o folclore são chamados de folcloristas. Um dos maiores folcloristas brasileiros foi Luís da Câmara Cascudo (1898–1986). Nascido em Natal, no Rio Grande do Norte, ele dedicou a vida a pesquisar a sabedoria popular e escreveu diversos livros, como Geografia dos mitos brasileiros, Literatura oral no Brasil e Dicionário do folclore brasileiro, uma de suas obras mais importantes.

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