O guaraná é uma fruta nativa da Amazônia. Nasce numa planta trepadeira chamada guaranazeiro, cujo nome científico é Paullinia cupana. O nome “guaraná” provém do termo tupi “varana”, que significa “árvore que sobe apoiada em outra”. Muitos povos indígenas o cultivavam. Atualmente, o estado da Bahia é o maior produtor de guaraná do país.

História e propriedades

Na Amazônia, os índios maué (ou sateré-mawé) tomavam o refresco de guaraná quando precisavam de mais energia. Atribui-se a essa cultura índigena a difusão do cultivo do guaraná (Instituto Socioambiental (ISA). Antes da caça, o guaraná era fundamental. Em 1650, os padres jesuítas que conviviam com os índios maués notaram que o guaraná dava força, tirava a fome, fazia urinar e eliminava febre e dor de cabeça.

O guaraná contém cafeína, proteína, açúcares, amido, tanino, potássio, fósforo, ferro, cálcio, tiamina e vitamina A. É usado na indústria farmacêutica e na fabricação de refrigerantes, xaropes e sucos, sendo também apresentado em pó e bastões. Atribuem-se popularmente diversas propriedades medicinais à fruta, como a de ser estimulante e tônico cardiovascular, além de combater febre, cólica, nevralgia e enxaqueca. Na indústria de cosméticos, o guaraná é usado em cremes para pele oleosa e celulite.

O guaraná ainda tem outras utilidades. Com suas sementes torradas é feita uma massa em forma de pão, que depois é defumada. Essa massa é chamada de “pão de guaraná”. Para preparar o refresco, os amazonenses ralam esse pão e misturam à água o pó obtido. O ralador usado é a língua do pirarucu, que é áspera como uma lixa. O pirarucu é o maior peixe de água doce do mundo: chega a 2 metros de comprimento e pesa 100 quilos.

Com a massa do guaraná são feitos objetos (bandejas, copos e porta-canetas), frutas e animais decorativos (jacarés, macacos, antas, tatus e quatis).

A lenda

Várias lendas indígenas existem para contar a origem do guaraná. A principal delas diz que, numa aldeia maué, havia um menino muito bom e inteligente, que gostava muito dos bichos da mata e se dava bem com eles. Um dia, ele foi picado por uma cobra e morreu. No solo em que o menino foi enterrado, nasceu um pé de guaraná — uma fruta que os índios não conheciam até então, mas que logo descobriram ser uma grande fonte de força e vitalidade. Foi uma forma de o deus indígena compensar aquele povo pela perda do menino.

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